Mostrar mensagens com a etiqueta naite. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta naite. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de janeiro de 2012

heart of glass


Once I had a love and it was a gas
Soon turned out had a heart of glass
Seemed like the real thing, only to find
Much of mistrust, love's gone behind
Once I had a love and it was divine
Soon found out I was losing my mind
It seemed like the real thing but I was so blind
Much of mistrust, love's gone behind

In between
What I find is pleasing and I'm feeling fine
Love is so confusing there's no peace of mind
If I fear I'm losing you it's just no good
You teasing like you do

Blondie




domingo, 18 de dezembro de 2011

do que nos deixaram nas mãos

estou agora a ler as vossas mensagens. o que deixaram escrito no papel, nas paredes, através de vibração ou letras. e tudo me leva a crer que do que existe e resiste, as nossas gargalhadas e os passos de dança, as confissões e os abraços à maggie serão o melhor começo desta casa.

obrigada. por me deixarem assim. por deixarem connosco um pouco daquilo que sentem e são.
eternos já são os momentos. como estes.




e









eeeh pá!! esquecemo-nos do dartacão!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

do clubbing


foto: luís efigénio/público/casa da música

do lee ranaldo, da laetitia sadier, do dean wareham, da noite de guitarras e tu estavas comigo.

maravilhoso!! \O/

sábado, 26 de novembro de 2011

brilha


foto: ricardo mateus


vês? não há nada a chorar
o que penavas não existe
a esfera é assim: bola ao ar
e muito mais bola que triste


cesariny

terça-feira, 22 de novembro de 2011

a velha senhora



Permaneço ali, sentada à mesa com a mão no queixo, apenas fisicamente porque a minha alma desprendeu-se do corpo e viajou, numa velocidade incrível, por lugares que eu jamais pensei que voltaria e que agora tenho absoluta certeza que jamais esquecerei.

São 16h22m, tenho que ir. Recolho os meus pensamentos e deixo a velha senhora a pensar por ela e por mim. Levanto e saio lentamente. Passo pela minha companheira de pensamentos e sinto vontade de interromper a sua “viagem” com um delicado e carinhoso boa tarde, mas desisto e sigo o meu caminho.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

su(Risos) #1

vira-te lá do avesso a ver se mexe

como é que eu descalço esta bota se não trouxe a descalçadeira?

se me perguntares a mim, es...... o gajo, pá!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

a deus





Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o facto com que virei preocupa-me, pois chove miudinho

Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante

Como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça.


cesariny

mira gaia


Num conto da mitologia Indostânica, um Ogre explica onde se encontra a sua alma: “A vinte e cinco léguas daqui há uma árvore. Rondam essa árvore tigres e ursos, escorpiões e serpentes. Na copa da árvore está enroscada uma serpente enorme; sobre a sua cabeça está uma jaula e na jaula um pássaro; a minha alma está dentro do pássaro."


porque deitava o olhar sobre as coisas.

à noite




parece acudir-se outro encanto. outro calor nos sofás do majestic ou ao encosto do piolho. são maus hábitos e estreitas galerias.

vive-se e muito.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

e houve uma noite em que a canon caiu no molho da francesinha



Então, eu comia o Porto. Ali à beira do Douro, abria a boca e enchia-a com o Porto. Pousava-o sobre a língua e mastigava-o com cuidado, para não causar estragos na Torre dos Clérigos, no Pavilhão Rosa Mota ou na estátua do leão e da águia da Boavista. Os portuenses haviam de acreditar que o céu da minha boca era um dia de outono nublado e continuariam a fazer a sua vida normal, voltariam para casa à hora certa do relógio de pulso e os autocarros continuariam a subir e a descer os Aliados sem perturbação. O momento de engolir o Porto seria sereno para a cidade e, para mim, seria o instante em que a memória do seu gosto se tornaria efectiva. O Porto não saberia a molho de francesinha, muito menos a tripas ou a vinho doce, teria um gosto composto por múltiplo, intenso e contraditório, composto por perífrase, hipérbole e oximoro. Eu fechava os olhos, claro, para sentir analiticamente o gosto do Porto. Passava bastante tempo assim, o silêncio tinha vagar para rodear-me.


josé luís peixoto

terça-feira, 14 de junho de 2011

em casa há milagres



daqueles que vêem iluminar-se o rosto de pessoas de vidas duras. no bairro percebe-se a alegria de dentro.
vive-se os santos. o alarido. a berraria.
vimos tudo da janela.
descemos, corremos, abraçámos a noite e percebemos o momento.
dissemos-lhes adeus a perder de vista.
não existe mais nada além dele. os que persistem. vivem eternamente. sobrevivem do alto. de tudo. da imensidão que nos assiste.
levo esta gente comigo. levo-nos comigo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

ulysses syndrome



The Ulysses Syndrome, a sonic voyage into our own abysses, speaks to those with never ending quests, to the nomads
of the spirit and to those who haven't capitulated in front of the horrific advance of banality and superficiality.

nicolas jaar @ lux



foto: pascal montary


dançamos.
a vibração fica. esmaga.
risos. parte-se o peito em dois.
uma parte que fica. a outra que se desfaz.