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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Till the gossamer thread you fling... - for you



A NOISELESS, patient spider,
I mark’d, where, on a little promontory, it stood, isolated;
Mark’d how, to explore the vacant, vast surrounding,
It launch’d forth filament, filament, filament, out of itself;
Ever unreeling them—ever tirelessly speeding them.
And you, O my Soul, where you stand,
Surrounded, surrounded, in measureless oceans of space,
Ceaselessly musing, venturing, throwing,—seeking the spheres, to connect them;
Till the bridge you will need, be form’d—till the ductile anchor hold;
Till the gossamer thread you fling, catch somewhere, O my Soul.

-Walt Whitman

sexta-feira, 13 de abril de 2012

here it's raining. and my fingers tell me it will endure.



You haven't written to me in a week im wondering why that is
are you too nervous to be lovers-- friendships ruined with just one kiss kiss
I watched you very closely and i saw you look away
your eyes are either gray or blue i'm never close enough to say

But your sweatshirt says it all with the hood over your face
I can't keep staring at your mouth without wondering how it tastes
I'm with another boy (he's asleep, i'm wide awake )
and he tried to win my heart, but it's taken . . . . . time

jaymay

domingo, 8 de abril de 2012

anticipate


you are subtle as a window pane
standing in my view
but I will wait for it to rain
so that I can see you
you call me up at night
when there's no light passing through
and you think that I don't understand
but I do

ani di franco, anticipate

sexta-feira, 6 de abril de 2012

cobertor



empurrámos a porta do quarto e os nossos corpos bateram um de encontro ao outro, com dentes, dedos com unhas, braços firmes. depois, ficámos lado a lado, a retomar a respiração. foi assim durante seis semanas. à noite, eu trazia a caixa de costura para a sala e pregava na camisa os botões que, depois de ela sair, tinha encontrado, de gatas, no chão do quarto. às vezes, eu tinha quase medo das chamas que via nos olhos dela. eu entrava de costas no quarto. e caía sobre a cama, sabendo que, no próximo instante, ela cairia sobre mim. era rápido e foi rápido. não houve despedida. um dia, sem surpresa, percebi que ela tinha desaparecido para sempre.

josé luís peixoto, cal

sexta-feira, 30 de março de 2012

os ratos, david, os ratos e a cidade.



Uma das coisas que gosto na Nova Iorque de antes é a escuridão e sujidade. O lixo é uma parte importante da história da cidade e uma das primeiras coisas que as pessoas de fora citam como razão para não gostarem de Nova Iorque. Isto a propósito do vídeo aqui em cima. We Care About New York é um PSA de 1991 realizado pelo David Lynch a propósito do problema de ratos. Não queria já usar a palavra lynchiano, mas acho que se adequa. Ter o Lynch a fazer um anúncio é um bocado como ter o Dalí a abrir um restaurante, o Bart Simpson a dar lições de remo ou o JJ Abrams a inventar uma série tipo Felicity — esperem, isso aconteceu mesmo!

sexta-feira, 23 de março de 2012

resiste



ontem um amigo de nova iorque enviou-me um artigo do wall street journal sobre os acontecimentos da manifestação no chiado e pediu que lhe explicasse o que se passava.
a minha maior dificuldade não foi explicar o que sentia ao ver aquelas imagens e pela primeira vez não estar lá para ripostar.
a minha maior dificuldade foi dizer-lhe que não sei como estarão as coisas quando ele chegar. que espero que caminhemos para o certo e o justo. que nem sempre por aqui conseguimos o que queremos, muitas vezes calamos, mas devemos tentar sempre. ainda ontem o meu pai me lembrava que não me calasse e ainda hoje fui buscar isso ao acordar. não desistir. persistir.

ele passa por wall street todos os dias de bicicleta para ir trabalhar. os persistentes continuam por lá. pára. sente. e encontra a sua forma de reagir.

lá lhe expliquei o que pude. decidimos tentar mesmo assim abraçar a oportunidade que ele por lá consegue e que eu por aqui mantenho. para que algo aconteça, é preciso a indignação primeiro, a vontade depois, e agir. ele fará a sua parte. resta-me cumprir a minha sem hesitar. olhar a cidade que lhe quero mostrar e perceber que revolução será esta que se adia mas não se esquece.

é preciso cumpri-la. agora.

terça-feira, 13 de março de 2012

2 anos depois

enter the void chega às nossas salas. é um filme estranho. que vi num dos períodos mais estranhos e belos da minha vida. em que eu própria me encontrava a viver dentro de um filme.
lembro-me como se fosse hoje da sala onde o vi. de comprar o bilhete e voltar mais tarde. na west village. escuro, pequeno, quase tão cláustrofóbico quanto o avião no dia em que regressei.

lembro-me da náusea e do alívio ao vaguear, horas depois, noite cerrada, pelas ruas iluminadas por uma das luas-cheias mais brutais que já vivi.

vejam. mas fica o aviso. segurem-se bem. o vazio pode ser um lugar estranho. mas sem lá entrarmos, como saber de que forma é feito o absoluto?

estou a ficar um pouco confusa



eu não sei como é que alguém troca o sXsW... pelo alive. faz-me pensar. espanta-me. coloca-me uma responsabilidade dos diabos.
e só por isso, calo-me. aceito e sorrio.

sexta-feira, 2 de março de 2012

coming of age



when i think about writing you, drop a line or two, i think about dreams. i join all my scattered memories of times long gone and try to fix something to hope for, far away from all the oceans and lands that keep people appart.

but now you say you are hoping for a long letter. something you can hold on to. as if the pages are blank again, and we aren't aging and growing, but being born again.
and whatever happens from this season on, days grow bigger, we grow eager and stronger and streets are only street names, really. buildings keep us safe from curious eyes.
letters and screens are just images, projections of some mindtricks someone entitled itself to render.


you go for your days, hoping for news that arrive slowly.
i stand by my time, realizing every step you come closer you draw your arm gently behind my neck. as if delusion never existed.
when the mere existence of you gives me hope.

coming of age has everything to do with dreams. we are so small and dream of grown-ups. dreams of the perfect job, the perfect man, the perfect pet, the perfect life.
and people are anything but perfect, jobs aren't perfect, pets and lives and the world isn't perfect. perfectioness lyies in details. a fingerprint. a flick of hair. a warm and sound yawn. eyelashes and beautymarks. irises and hands. while these days all i ever dream about is your eyes, catching my breath everytime you try to close them. perfect eyes. and eventually, that is all there is. forever seeing. watching your eyes opening and closing.

here it is. it's not long, but we can pretend it's perfect. :)


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012