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terça-feira, 11 de setembro de 2012

-4



Come closer to me, come closer. I promise you it will be beautiful.

You keep your promise.

Listen, I do not believe that I alone feel that we are living something new because it is new to me. I do not see in your writing any of the feelings you have shown me or any of the phrases you have used. When I read your writing, I wondered, What episode are we going to repeat?
You carry your vision, and I mine, and they have mingled. If at moments I see the world as you see it, you will sometimes see it as I do.


Anais Nin to Henry Miller 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

à maneira de acrescentar o desejo ao pedido.















foto: o.a.

(…) na cabeça das mulheres muita coisa se incompleta de raciocínio, como se a sua inteligência fosse apenas uma reminiscência da inteligência verdadeira, assim como se lembrassem de algum dia terem sabido o que isso é, mas sem o saberem realmente.

valter hugo mãe, o remorso de baltazar serapião

pára tudo. o que eu não sabia



é que depois de enfiares isto tudo lá dentro, ainda conseguiste levar a prancha e o pára-vento para casa...
de ladinho e com jeitinho.
ora se isto não é...

<3>

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

sem sono.


I can keep my head inside
When the modern drift is all i have.


You can pull my head aside
But the modern drift is all i have.


efterklang

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

trocarem-nos as voltas.

primeiro que tudo: é bombeiro, não é faroleiro.

* maui










depois, dizem que as mulheres sozinhas são mais produtivas.

*lena

esta gente não sabe nada da vida.

não sabem que desde que te encostaste às fitinhas que dividem a sala do quarto, as noites que passo a escrever sobre as linhas das tuas costas são apenas reservadas a quem sabe estar sozinho, acompanhado.

quando uma mulher se distrai com o que é importante na bida.














e ainda me perguntam porque é que ainda não fiz o mal-fadado post sobre os ornatos em coura.
é que na verdade. é isto amigos. é isto que se passa ultimamente.

(e a lia que me perdoe, mas se vou falar dos violetas, ai os dead combo sim, foram a verdadeira descida ao doce dos infernos de quente e bom****)

olha. e não é que já quase estava a fazer o raio do post?

a minha mãe avisou-me tantas vezes.

não sejas tralheira, filha.
não sejas tralheira.

mas depois vem a maui e traz o bombeiro.
vêm vocês todos e trazem caixas, envelopes, bagagens, paredes e chão e telhados de coisas a levar outra vez. e penso nela.
a toda a hora.

filha, não sejas tralheira.!

tu agencias jogadores de futebol. eu agencio esperas.

Hoje ao almoço falámos da transferência que vais fazer de um jogador alemão, actualmente num clube turco, que quer iniciar a nova época num clube francês. 

Tipo Ronaldo. Todos falam e ele observa. Espera que o deixem marcar.
É assim que nos sentimos ao ver Setembro aproximar-se.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

you are my beat / i miss you

Vou atravessar
O rio
Coberto de holofotes,
Que transformam o verde claro
Numa fosforescência
De água assustada.

Se não me matarem
Nem me apanharem vivo,
Mantém-te alerta
Mantém alerta
O desejo mais antigo
e o mais novo.

Vou passar
Do lado de fora
Da parede
Perfurada
Pelas balas:

Passa-me um lenço
De seda
Com o teu perfume.

Marca-o com o segredo
Dos teus lábios.
                                                                                          in Marthiya de Abdel Hamid Segundo Alberto Pimenta, 2005

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

claro que ontem já era de dia e as vagas não estavam tão altas.
















não era de noite, via onde punha os pés
mas ainda havia poças de água salgada do dia anterior e aposto que o riso se ouvia por entre muros e rochas.

preferi mil vezes a noite.
voltava lá outra vez de olhos fechados. 
subia o muro com as tuas mãos de novo mas agora, já consigo passar atrás do farol a correr.
quero lá saber das ondas sobre o muro e a penumbra por onde andamos.
quero lá saber se o faroleiro nos vai abrir a porta.
as mãos pelo cabelo colam da maresia e até hoje não percebo ainda como me conseguiste levar até ali de mansinho, sem eu dar por nada nem protestar.
contingências da vida. é que aquela luz está habituada à persistência do mar.
é o rasto de quem sabe e quer ficar.

despacha-te.


como o deixaste. 
é que nem o pó lhe limpo.