não sejas tralheira, filha.
não sejas tralheira.
mas depois vem a maui e traz o bombeiro.
vêm vocês todos e trazem caixas, envelopes, bagagens, paredes e chão e telhados de coisas a levar outra vez. e penso nela.
a toda a hora.
filha, não sejas tralheira.!
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
esperar. há dois anos que isto não me sai da boca.
«não consegui separar-me dele.
não consegui enviá-lo.
trouxe-o comigo por não haver alternativa à lonjura.
está dentro da primeira bolsa da mala para não me esquecer também de to dar.*
aqui.»
foi hoje.
não consegui enviá-lo.
trouxe-o comigo por não haver alternativa à lonjura.
está dentro da primeira bolsa da mala para não me esquecer também de to dar.*
aqui.»
foi hoje.
domingo, 5 de agosto de 2012
aconchego.
dois dias sem dormir e chegar de alma cheia ao coração do mar alto.
dos amigos que revi. do calor que reencontrei. das curvas das dunas ao chegar a sul.
da tua mão que não me largou. < 3
do nascer do sol na estrada.
perfeito
segunda-feira, 30 de julho de 2012
arRumar
fotos:p.g.
os fins de semana depois de um regresso de férias costumam ser daqueles em que ainda te sentes na madorna do que andaste a fazer pela preguiça fora e do que se seguiu, e do ritmo que se quebrou mas que parece desenguiçar com o passar dos dias da quase normalidade.
deste fim de semana há finalmente notícias de chegada.
os arctic monkeys também levaram a melhor aos muse em londres. isso é sempre bom de ver.
alguém teve juízo
o pôr-do-sol em leça parece mais laranja do que o habitual.
os bolos, pastéis, francesas desnatadas e desnaturadas além de já pesarem começam a instalar-se nos hábitos dos estrangeiros.
a ideia mais que irrefutável de que um cão é imortal começa a fundir-se com a ideia estupidamente frágil de que ninguém que amamos o é, por mais que achemos que sim toda a vida, até nós também deixarmos de o ser, por fim.´ora que grande merda.
de voltas e mais voltas perdemos-nos em gaia, e ao encontrarmos o caminho de casa umas horinhas depois, já não queremos voltar e arrancamos dali para fora até ao sábado seguinte.
até de prancha e livros e cores de azuis esquecermos de tudo o que nos exigem e desligamos a corrente de obrigações e demoras.
e começa-se a argumentar demasiadas vezes contra o uso de bicicleta do parque da cidade para casa e vice-versa.
arranja outra bina. constrói outro quarto, outra casa com mais quartos que estes não chegam para tanta gente que te faz falta, e continua a chegar.
mais fins-de-semana em que se abre a porta e se dá férias e descanso, abraços a mais gente, a mais amor, a mais sossego. a mais vida.
os fins de semana depois de um regresso de férias costumam ser daqueles em que ainda te sentes na madorna do que andaste a fazer pela preguiça fora e do que se seguiu, e do ritmo que se quebrou mas que parece desenguiçar com o passar dos dias da quase normalidade.
deste fim de semana há finalmente notícias de chegada.
os arctic monkeys também levaram a melhor aos muse em londres. isso é sempre bom de ver.
alguém teve juízo
o pôr-do-sol em leça parece mais laranja do que o habitual.
os bolos, pastéis, francesas desnatadas e desnaturadas além de já pesarem começam a instalar-se nos hábitos dos estrangeiros.
a ideia mais que irrefutável de que um cão é imortal começa a fundir-se com a ideia estupidamente frágil de que ninguém que amamos o é, por mais que achemos que sim toda a vida, até nós também deixarmos de o ser, por fim.´ora que grande merda.
de voltas e mais voltas perdemos-nos em gaia, e ao encontrarmos o caminho de casa umas horinhas depois, já não queremos voltar e arrancamos dali para fora até ao sábado seguinte.
até de prancha e livros e cores de azuis esquecermos de tudo o que nos exigem e desligamos a corrente de obrigações e demoras.
e começa-se a argumentar demasiadas vezes contra o uso de bicicleta do parque da cidade para casa e vice-versa.
arranja outra bina. constrói outro quarto, outra casa com mais quartos que estes não chegam para tanta gente que te faz falta, e continua a chegar.
mais fins-de-semana em que se abre a porta e se dá férias e descanso, abraços a mais gente, a mais amor, a mais sossego. a mais vida.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
tenho nova iorque em casa há duas semanas.
ya. ovos e baked beans todos os dias ao pequeno-almoço.
pensar, escrever e falar em inglês. até já sonho em inglês de novo.
mapas espalhados pela casa.
relembrar que não se deve comer bolos tradicionais diferentes todos os dias porque somos capazes de nos habituar.
rever museus, rever a ponte, rever o mundo a que nos acostumámos.
rever prioridades.
repensar a vida.
todos os dias.
terça-feira, 24 de julho de 2012
do gabriel, da sara, do bernardo *
foto: p.g.
do pasteleiro. das mãos feridas da vela. do filme que não se viu.
de como também existe aqui uma extensão de família *
do pasteleiro. das mãos feridas da vela. do filme que não se viu.
de como também existe aqui uma extensão de família *
quarta-feira, 11 de julho de 2012
memória selectiva
ainda me parece inverno.
e agora que vou embora, parece que parámos nas gotas de chuva daquele dia que nunca mais acabava.
já sei. volta-se sempre*
de nós ali, sempre. mas cuidem-me dela, sim? ;)
e agora que vou embora, parece que parámos nas gotas de chuva daquele dia que nunca mais acabava.
já sei. volta-se sempre*
de nós ali, sempre. mas cuidem-me dela, sim? ;)
sei bem o que isso é
lembras-te de certeza da sensação de cair quando estás prestes a adormecer, e depois acordas e afinal,era só a tua cama e dois braços que te prendem a ela.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
- 6
What I have to Offer from Eliot Rausch + Phos Pictures on Vimeo.
6 days. only six...
thank you* :))))
sexta-feira, 15 de junho de 2012
aprender a ir direitinha para casa.
e a não fazer desvios antes do fim-de-semana prolongado.
regras de ouro que nos cansam, por sabermos que nunca as vamos cumprir.
regras de ouro que nos cansam, por sabermos que nunca as vamos cumprir.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
ando de dia para dia
a acumular chávenas e canecas no lava-louça à espera que chegues.
não consigo usar o calendário como tu, que lhes arrancas as folhas à noite quando te vais deitar e o vês emagrecer.
eu quero engordar todas as coisas com torradas pela manhã. mal podia olhar para um calendário desaparecer. definhar.
acumulo sim, a louça para que se veja algo comido ou bebido.
e quando chegares pelo menos explica-se a pilha sem razão de ser a não ser as tuas mãos que nos toquem e limpem e sequem do tanto que passámos até ali.
não consigo usar o calendário como tu, que lhes arrancas as folhas à noite quando te vais deitar e o vês emagrecer.
eu quero engordar todas as coisas com torradas pela manhã. mal podia olhar para um calendário desaparecer. definhar.
acumulo sim, a louça para que se veja algo comido ou bebido.
e quando chegares pelo menos explica-se a pilha sem razão de ser a não ser as tuas mãos que nos toquem e limpem e sequem do tanto que passámos até ali.
é regar e pôr ao ar.
o félix é meu aluno e ofereceu-me um manjerico.
o félix tem uma loja de bicicletas e chega à escola de mochila às costas.
trouxe o manjerico na mão, pousado no guiador.
diz ele que se lembrou que estaria longe de casa e hoje é noite de festa.
eu lembrei-me logo de ti.
fernando pessoa nascia. e tu também.
feliz aniversário, mãe.
terça-feira, 29 de maio de 2012
for 12
I was waiting in the dark age
Searching for the ones in my life
I'm so far away
But I had hit the ground runnin
Steady as you go, I don't mind
I'm still here today
Oh, spouting hymns and all's in them
And forever target, when it ain't so kind
But it feels like forever
When your mind turns to fiction
And i had took the long way
and I was in the heat, and I don't mind
I'm so far away
But it feels like forever
When your mind turns to fiction
Imagine the darks from the skull
In a night without sleep, vibration comes, first suit I had in months without feet
Spouting hymns and all's in them
And forever target, when it ain't so kind
But it feels like forever,
When your mind turns to fiction
Searching for the ones in my life
I'm so far away
But I had hit the ground runnin
Steady as you go, I don't mind
I'm still here today
Oh, spouting hymns and all's in them
And forever target, when it ain't so kind
But it feels like forever
When your mind turns to fiction
And i had took the long way
and I was in the heat, and I don't mind
I'm so far away
But it feels like forever
When your mind turns to fiction
Imagine the darks from the skull
In a night without sleep, vibration comes, first suit I had in months without feet
Spouting hymns and all's in them
And forever target, when it ain't so kind
But it feels like forever,
When your mind turns to fiction
other lives
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
we started packing
when everyone else started shooting words up in the air.
there is only space between the utter reaction among desires and the crashing of waves over sandy feet like yours.
terça-feira, 15 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
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