never to live inside a box.
people are meant to spread their arms open and touch the sky.
boxes. we live inside matchboxes.
terça-feira, 5 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
bollocks
vermelho
This house is like Russia
With eyes cold and grey
You got me moving in a circle
I dyed my hair red today
I just want a little passion
To hold me in the dark
I know I've got some magic
Buried deep in my heart yeah
But my priest says
You ain't saving no souls
My father says
You ain't making any money
My doctor says
You just took it to the limit
And here I stand
With this sword in my hand
You can say it one more time
What you don't like
Let me hear it one more time then
Have a seat while I
Take to the sky
My heart is like the ocean
It gets in the way
So close to touching freedom
Then I hear the guards call my name
With eyes cold and grey
You got me moving in a circle
I dyed my hair red today
I just want a little passion
To hold me in the dark
I know I've got some magic
Buried deep in my heart yeah
But my priest says
You ain't saving no souls
My father says
You ain't making any money
My doctor says
You just took it to the limit
And here I stand
With this sword in my hand
You can say it one more time
What you don't like
Let me hear it one more time then
Have a seat while I
Take to the sky
My heart is like the ocean
It gets in the way
So close to touching freedom
Then I hear the guards call my name
segunda-feira, 28 de março de 2011
o que vai pelos olhos dentro
quando conseguimos e os fechamos.
e que apesar de sabermos com que linhas nos cosemos, a maior liberdade continua a de saber e querer dizer não.
domingo, 27 de março de 2011
enquadrar a mestria de poucos
As coisas, por exemplo, começavam todas pelo princípio e acabavam no final. Por isso, nesse tempo, para ele tinha sido uma grande surpresa, e nunca mais as esquecera, umas declarações do cineasta Godard onde dizia que gostava de entrar nas salas de cinema sem saber quando é que o filme tinha começado, entrar ao acaso em qualquer sequência, e ir-se embora antes do filme ter terminado. Seguramente, Godard não acreditava nos argumentos. E possivelmente tinha razão. Não era nada claro que qualquer fragmento da nossa vida fosse precisamente uma história fechada, com um argumento, com princípio e com fim.
Enrique Vila-Matas, Doutor Pasavento
parar não é viver
é olhar para ti e saber o que sentes.
as minhas lágrimas não são para os teus olhos.
são para que elas não caiam dos teus nunca mais.
as minhas lágrimas não são para os teus olhos.
são para que elas não caiam dos teus nunca mais.
a desobediência civil
a minha origem é nobre demais para que eu seja propriedade de alguém. para que eu seja o segundo no comando ou um útil serviçal ou instrumento de qualquer Estado soberano deste mundo
thoreau
sábado, 26 de março de 2011
a varanda de julieta
uma vez, entrei em verona para não entrar
em veneza. Entre o vê de verona e o vê
de veneza optei por ver verona. Gostei da
coincidência das consoantes na janela
de julieta; e sei que em veneza não ouviria
o vento da vingança, nem provaria o veneno
de uma volúpia que só em verona se
desvenece com a vida. Não há canais em
verona, como em veneza; nem há janelas
em veneza, como em verona; mas julieta
espreita a rua, da janela que é sua, e se
ninguém diz a senha que só ela sabe, agita
o lenço molhado pelas lágrimas que as
nuvens bebem, levando-as de verona até
veneza, onde a chuva as deita nos canais.
nuno júdice
sexta-feira, 25 de março de 2011
ana/julieta
parede de zinco com quatro espelhos dentro
...Onde menos te encontro é onde tu exististe.
Desprendeste-te donde estiveste e é em mim que mais me acontece tu estares. Mas nem sempre. Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às vezes penso é bom que assim seja, para eu aprender a estar só. Mas de outras vezes rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E digo-te não vás. Fica. Para sempre. Há em mim uma luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo. Porque tu foste de um
mundo incorruptível onde o tempo não passa e é aí que tu moras no eterno de ti. Mas nem sempre consigo ver-te na emoção que me abala ao lembrar a tua imagem. Como nem sempre me emociona ouvir certas músicas ou olhar um quadro ou reler um poema. Ou olhar uma estrela, uma flor. Há em nós o dom perverso de só raramente ver o outro lado das coisas onde mora o seu mistério. Lembro-me assim de às vezes procurar na tua face a outra face que lá não estava e era a mais bela de ti...
vergílio ferreira, para sempre
Desprendeste-te donde estiveste e é em mim que mais me acontece tu estares. Mas nem sempre. Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às vezes penso é bom que assim seja, para eu aprender a estar só. Mas de outras vezes rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E digo-te não vás. Fica. Para sempre. Há em mim uma luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo. Porque tu foste de um
mundo incorruptível onde o tempo não passa e é aí que tu moras no eterno de ti. Mas nem sempre consigo ver-te na emoção que me abala ao lembrar a tua imagem. Como nem sempre me emociona ouvir certas músicas ou olhar um quadro ou reler um poema. Ou olhar uma estrela, uma flor. Há em nós o dom perverso de só raramente ver o outro lado das coisas onde mora o seu mistério. Lembro-me assim de às vezes procurar na tua face a outra face que lá não estava e era a mais bela de ti...
vergílio ferreira, para sempre
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