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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
yet again
yet again, we're the only ones
no surprise, this is often how it's done
lately it's about all I can take
grizzly bear
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
a carta da Fiona Apple aos fãs, após cancelar a tourné para ficar em casa com o ser mais importante da sua vida. nós somos isto.
It’s 6pm on Friday, and I’m writing to a few thousand friends I have not met yet. I’m writing to ask them to change our plans and meet a little while later.
Here’s the thing.
I have a dog, Janet, and she’s been ill for about 2 years now, as a tumor has been idling in her chest, growing ever so slowly. She’s almost 14 years old now. I got her when she was 4 months old. I was 21 then — an adult, officially — and she was my kid.
She is a pitbull, and was found in Echo Park, with a rope around her neck, and bites all over her ears and face.
She was the one the dogfighters use to puff up the confidence of the contenders.
She’s almost 14 and I’ve never seen her start a fight, or bite, or even growl, so I can understand why they chose her for that awful role. She’s a pacifist.
Janet has been the most consistent relationship of my adult life, and that is just a fact. We’ve lived in numerous houses, and joined a few makeshift families, but it’s always really been just the two of us.
She slept in bed with me, her head on the pillow, and she accepted my hysterical, tearful face into her chest, with her paws around me, every time I was heartbroken, or spirit-broken, or just lost, and as years went by, she let me take the role of her child, as I fell asleep, with her chin resting above my head.
She was under the piano when I wrote songs, barked any time I tried to record anything, and she was in the studio with me, all the time we recorded the last album.
The last time I came back from tour, she was spry as ever, and she’s used to me being gone for a few weeks, every 6 or 7 years.
She has Addison’s Disease, which makes it more dangerous for her to travel, since she needs regular injections of Cortisol, because she reacts to stress and excitement without the physiological tools which keep most of us from literally panicking to death.
Despite all this, she’s effortlessly joyful & playful, and only stopped acting like a puppy about 3 years ago. She is my best friend, and my mother, and my daughter, my benefactor, and she’s the one who taught me what love is.
I can’t come to South America. Not now. When I got back from the last leg of the US tour, there was a big, big difference.
She doesn’t even want to go for walks anymore.
I know that she’s not sad about aging or dying. Animals have a survival instinct, but a sense of mortality and vanity, they do not. That’s why they are so much more present than people.
But I know she is coming close to the time where she will stop being a dog, and start instead to be part of everything. She’ll be in the wind, and in the soil, and the snow, and in me, wherever I go.
I just can’t leave her now, please understand. If I go away again, I’m afraid she’ll die and I won’t have the honor of singing her to sleep, of escorting her out.
Sometimes it takes me 20 minutes just to decide what socks to wear to bed.
But this decision is instant.
These are the choices we make, which define us. I will not be the woman who puts her career ahead of love & friendship.
I am the woman who stays home, baking Tilapia for my dearest, oldest friend. And helps her be comfortable & comforted & safe & important.
Many of us these days, we dread the death of a loved one. It is the ugly truth of Life that keeps us feeling terrified & alone. I wish we could also appreciate the time that lies right beside the end of time. I know that I will feel the most overwhelming knowledge of her, and of her life and of my love for her, in the last moments.
I need to do my damnedest, to be there for that.
Because it will be the most beautiful, the most intense, the most enriching experience of life I’ve ever known.
When she dies.
So I am staying home, and I am listening to her snore and wheeze, and I am revelling in the swampiest, most awful breath that ever emanated from an angel. And I’m asking for your blessing.
I’ll be seeing you.
Love,
Fiona
Maggie, onde quer que estejas, nós somos isto
♥porque eu, de ti, ainda não consigo dizer nada. apenas sentir e ficar.
quieta. imóvel.
à espera que apareças como de costume. como sempre encostada ao meu pescoço.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
amor incondicional.
fotos: o.a.
quando não existe mais nada para dizer, porque tudo é demasiado grande para caber em palavras.
maggie.
8/10/2000 - 27/10/2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
feito de ti.
Um coração de rosas como só em certas casas.
Adormece. (...) Adormeceu. Não o acordes.
Entrou pelo quarto, ele dorme, o coração feito de rosas vermelhas artificiais. Pega nele.
Está na mesinha-de-cabeceira.
O coração.
- Gonçalo M. Tavares, Água, Cão, Cavalo, Cabeça
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
ao que parece
a devoção parece distinguir-se ultimamente cada vez mais do amor convencional.
a devoção total é quando a nossa felicidade depende apenas da capacidade de um bicho peludo de quatro patas comer a tigela toda do que lhe pomos à frente, sem hesitar.
o rasto do seu apetite pontual é sinal de que aos poucos recupera e fica por mais tempo.
só para me fazer a vontade.
a devoção total é quando a nossa felicidade depende apenas da capacidade de um bicho peludo de quatro patas comer a tigela toda do que lhe pomos à frente, sem hesitar.
o rasto do seu apetite pontual é sinal de que aos poucos recupera e fica por mais tempo.
só para me fazer a vontade.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
memória selectiva
ainda me parece inverno.
e agora que vou embora, parece que parámos nas gotas de chuva daquele dia que nunca mais acabava.
já sei. volta-se sempre*
de nós ali, sempre. mas cuidem-me dela, sim? ;)
e agora que vou embora, parece que parámos nas gotas de chuva daquele dia que nunca mais acabava.
já sei. volta-se sempre*
de nós ali, sempre. mas cuidem-me dela, sim? ;)
quinta-feira, 5 de julho de 2012
the golden era of make believe
elas continuam a viver às custas deles.
arranjam cãezinhos bonitos à imagem dos das amigas só para dizerem que têm o mais recente acessório de moda e botarem conversa nos chats das redes sociais e colocarem fotografias fofas deles a dormir enroscadinhos, mas quando os bichos e as pessoas fazem a habitual merda, é despachá-los para o canto mais próximo, que é como quem diz, para alguém mais sensato que os ature e lhes dê comidinha, água e colo. os sofás de pele não se ajustam com pêlos e xixis e os cartões de crédito gold não suportam contas de veterinário que podem ser gastas em malas e sapatos de luxo.
os bichos, tal como as pessoas, chegando a velhos trocam-nos por outros novos e igualmente fofos.
se não acreditam, vejam vocês mesmos.
assinalem nas cruzinhas e façam como elas.
só não deixem queimar o fricassé!
mas divirtam-se à grande à custa dos otários mais próximos.
arranjam cãezinhos bonitos à imagem dos das amigas só para dizerem que têm o mais recente acessório de moda e botarem conversa nos chats das redes sociais e colocarem fotografias fofas deles a dormir enroscadinhos, mas quando os bichos e as pessoas fazem a habitual merda, é despachá-los para o canto mais próximo, que é como quem diz, para alguém mais sensato que os ature e lhes dê comidinha, água e colo. os sofás de pele não se ajustam com pêlos e xixis e os cartões de crédito gold não suportam contas de veterinário que podem ser gastas em malas e sapatos de luxo.
os bichos, tal como as pessoas, chegando a velhos trocam-nos por outros novos e igualmente fofos.
se não acreditam, vejam vocês mesmos.
assinalem nas cruzinhas e façam como elas.
só não deixem queimar o fricassé!
mas divirtam-se à grande à custa dos otários mais próximos.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
enquadramento
Foi no preciso momento em que os homens tomaram as impressões digitais do átomo que as estrelas se derreteram em lágrimas. O homem acabava de descobrir os seus segredos. Não há acima. Não há abaixo. Não há nada grande. Não há nada pequeno.
abel gance
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