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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

do teu inverno

que nos aquece,
do amor inexplicável de quem faz 300 quilómetros e chega de madrugada apenas para nos adormecer.
e fazer bolo de bolacha. o da nossa infância. o que escalda os dedos a transbordar de afecto. 
de cuidado.

escolhemos. a pantufa. a leitura. o estômago.
escolhemos tudo.



domingo, 18 de novembro de 2012

jardim das amoreiras.

é uma tentação atribuir aos outros o poder de tirarem o melhor ou o pior de nós, como se fossemos um instrumento musical nas mãos de um músico, que tanto pode revelar o talento para extrair a nossa mais harmoniosa melodia, como apenas obter notas desafinadas e ruidosas. 

os outros justificam o facto de sermos simultaneamente um Stradivarius e um violino de plástico. 

foto: o.a.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

obrigada. obrigada. obrigada.

Pújá pode ter vários significados. Oferenda, honra ou retribuição de energia ou de força interior, são as formas pelas quais nos referimos ao pújá na estirpe Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga. Mas o termo pode significar também adorar, prestar culto, venerar, honrar, reverenciar.

DeRose - Tratado de Yôga








quarta-feira, 31 de outubro de 2012

00h30














Quando leres isto, eu que era visível, serei invisível,
Agora és tu, concreto, visível, aquele que me lê, aquele que me procura,
Imagino como serias feliz se eu estivesse a teu lado e fosse teu companheiro,
Sê tão feliz como se eu estivesse contigo. (Não penses que não estou agora junto a ti.)


- Walt Whitman

terça-feira, 16 de outubro de 2012

arrumar as asas.


a festa do cinema francês acabou (chiça, granda filme o de ontem na sessão de encerramento) e o shuttle está fechado num museu.
acabaram-se as estrelas e a corrida ao espaço.
acabaram-se as noites em claro à espera que aterrasse inteiro e a horas de ver sair os astronautas com aquele sorriso que podemos contar ver pelos dedos de uma só mão na vida.

a boa notícia é que já só faltam  mais quatro dias para sábado.
os dias preparados e sempre à espera de sábado.
desenrolar a vida, os dias, os olhos para te ver chegar todos os sábados.

e aninhado que está o space shuttle, bem que precisamos de começar e rumar a outras estrelas.


domingo, 23 de setembro de 2012

quando penso numa fotografia


não entendo o porquê de coisas sempre tão iguais, que copiam tantas coisas que tantos outros já fizeram, que tantos já mastigaram e cuspiram, baralharam e voltaram a dar vezes sem conta.
quando olho para ti e sem edições de imagens, sem cores, sem sombras, sem quilos de distracções e sem poses mais que ensaiadas és tu. sempre tu. sempre sem mais nada.

a fotografia é o momento que já foi. mas que continua aqui. 
é impossível reencená-lo.
és tu.*

terça-feira, 18 de setembro de 2012

morder o teu sorriso.

e água branca a tinir pelos teus poros. água cinzenta que deixa a marca dos dedos ao passares a mão pelo cabelo. água nossa, incolor, apenas água do nosso banho. água que demora a cair água do mar da foz naquela noite que atravessámos o paredão de olhos vendados. 
 






chegámos.

e desligámos a palavra partir.