domingo, 27 de março de 2011

enquadrar a mestria de poucos

As coisas, por exemplo, começavam todas pelo princípio e acabavam no final. Por isso, nesse tempo, para ele tinha sido uma grande surpresa, e nunca mais as esquecera, umas declarações do cineasta Godard onde dizia que gostava de entrar nas salas de cinema sem saber quando é que o filme tinha começado, entrar ao acaso em qualquer sequência, e ir-se embora antes do filme ter terminado. Seguramente, Godard não acreditava nos argumentos. E possivelmente tinha razão. Não era nada claro que qualquer fragmento da nossa vida fosse precisamente uma história fechada, com um argumento, com princípio e com fim.

Enrique Vila-Matas, Doutor Pasavento

3 comentários:

  1. Respect! \o/

    Estás a ler? Numacredito que estás! :O

    Esse livro sou eu :P
    E o meu tem boneco e assinatura vila-matiana :D

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  2. a lista é infindável.
    abri e isto saltou-me à vista...
    mas voltou à lista... humpfff! :)
    PINDÉRICA

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