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domingo, 8 de abril de 2012

aliar as diferenças

ao que nos une.








orgulhosa de nós. :)

treinos de alta-performance do Método DeRose para atletas de Jiu-Jitsu/alta-competição.
porto, são joão da madeira, aveiro, viseu. \o/

quarta-feira, 7 de março de 2012

a maior arte no magistério é a aprendizagem



a turma de jiu jitsu é a mais disciplinada que já tive até hoje.
o respeito que demonstram por aquilo que lhes ensino todas as semanas lembra-me que o que já aprendi e ainda vou aprender com eles é a maior recompensa da entrega e das horas que lá tenho passado, longe de casa. valer a pena, vencer, não baixar os braços.
quando muito, torcê-los :)





sábado, 4 de fevereiro de 2012

a arte do xadrez humano



são grandes, parecem torres.
e não é só por serem altos e entroncados. toda a postura impõe respeito.
ao princípio ficaram um pouco incomodados, riso nervoso, mais no sentido de não saberem como interagir do que pela ideia de me terem por ali. uma magricela. com um ôm nas costas?
percebia-se o campeonato europeu ainda no goto.
a ideia foi do colega que costuma pô-los a todos na linha, em sentido mesmo, nas aulas de jiu jitsu num dos lugares onde costumo dar aulas praticamente todos os dias.
passo sempre por aquela sala quando vou abrir a minha. eu curiosa dos movimentos deles. eles desconfiados da força dos nossos. a nós, em tom de brincadeira já os tinha ouvido chamar-nos a malta do campismo selvagem, porque nos vêem entrar de mat debaixo do braço. :) dizem que o chão onde dormimos é mesmo duro. :)
esse tal colega, de Gi azul, medalhado e com a parede engalanada de feitos e honrarias, lá arranjou forma de me ter numa das suas aulas para explicar à turma o porquê de querer uma parceria entre a arte marcial e o método com o qual trabalho.
diz ele que precisam da nossa concentração. que precisam de saber como pensar, respirar antes de aplicar a força. e que queria que eu entendesse como se movem.
sentei-me e ouvi tudo até ao fim. partilhei a origem comum de ambas as modalidades.
vi como os corpos formam um xadrez humano, de alavancas e molas, de tesouras e estrangulamentos. a força e o pó que levanta a mão a bater no chão.
senti por aquilo tudo um tremendo respeito. lembrei-me de vir da escola preparatória e de ver os putos bem, que podiam, na altura era assim, só quem podia, fazia um desporto pago pelos pais, e de sentir o misto de curiosidade e pena por não ir também.

finalmente subi ao tapete.
voar é fácil. fazer voar, nem tanto.

as asas nos pés devem ajudar. siga para ko.