terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
right where it belongs
as distâncias apagam cicatrizes.
esperamos o dia e as horas passam.
mas o dia é hoje, era ontem. e demoramos a chegar.
voltamos para encontrar. construímos para não deixar morrer a promessa feita com os olhos postos na palavra.
se fôssemos mudos seria bem melhor do que aquilo que somos agora. todos cegos e surdos.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
esticamos a corda
vamos até ao limite e percebemos tudo.
porque no dia em que te disser "daria tudo e faria tudo, sim.", sei que serias a primeira a recuar. sozinha. sem menos. sem hesitar. sem perguntar. porque sabes.
onde em vidas passadas se abriu uma porta, agora fecham-se todas. menos a tua.
são os anos que ficam entre nós e nos assistem.
a nossa imperfeição que tanto vivo.
o cor-de-rosa que não entra e o negrume que não se estranha.
porque é autêntico. sem falsas belezas. sem bondade esquiva.
lealdade inquebrantável.
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
a certeza. ponto.
como é que chegamos aqui?
sabendo. aprendendo.
o círculo eterno da vida exige a renovação. e insiste.
sabendo. aprendendo.
o círculo eterno da vida exige a renovação. e insiste.
nada é para sempre.
nada.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
de manhã
há qualquer coisa que se anima
chegamos à hora marcada e sem querermos, rendemos sempre as armas aos minutos que passam.
o livro podia não acabar.
a última página podia não existir.
as coisas boas e doces não deviam ter prazo de validade.
os sons que reverberam pelas nossas veias percorrem os corredores mais escuros da mente.
e algo se ilumina.
as trevas só existem onde a luz não entra. por ser escasso o ar que se respira.
a música cura tudo. a arte é o mercurocromo de uma alma entristecida.
a viagem de autocarro
entre monte carlo e menton.
os joelhos negros. a pele queimada do sol.
pedra quente por baixo dos pés.
dormir de janela aberta. os vizinhos discutem.
em francês.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
e ainda
viver a novela.
olhar para o lado e fingir que não se vê.
coça a cabeça e assobia.
censurar, para quê, se fazemos igual.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
transparecer
no nosso reflexo encontrar formas.
de desaparecer e surgir com contornos certos, linhas contínuas.
eternidade,
perene no fugaz.
sábado, 22 de janeiro de 2011
parar
se nas viagens, nos dizem que o mais importante não é o destino, mas o caminho,
na vida, a percepção dos anos que passam deixa a certeza de encontros que nos definem.
o conforto que nos invade por querermos a simplicidade da água que apenas corre, sem objectivo ou explicação. apenas porque a maré, a força gravitacional da terra, a atracção dos elementos ocorre dessa forma imutável.
é essa força que nos move. e nos indica o caminho. longe ou perto.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
above
Unbroken speech
You tricked me on shaky ground
Don't tell me
How it feels like walking on rusty nails
But the pain's not mine
When we collide down is the only way out
'Cause hell's above
I try to focus on anything but the strain inside
So words rise while I touch the sky
Won't stay long
Just passing by
But you talked it away
You talked ït away ...
You tricked me on shaky ground
Don't tell me
How it feels like walking on rusty nails
But the pain's not mine
When we collide down is the only way out
'Cause hell's above
I try to focus on anything but the strain inside
So words rise while I touch the sky
Won't stay long
Just passing by
But you talked it away
You talked ït away ...
small steps
|| HOW TO WRITE A MANIFESTO
Julian Hanna in CQN #3
“Here are ten essential steps to writing your own:
(…)
4 [steal, don't quote]
Manifestos have no idols. They do not exhibit reverence; they only invite reverence. (…) This is not a classroom essay, and there is no time for careful footnotes. This is the revolution!”
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