terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Joanna Newsom @ CCB



fake plastic trees




if i could be who you wanted...


o tempo entre duas músicas





- mas afinal o que é que aprendeste em nova iorque?


- a não confiar.
para que nunca mais me espetem alfinetes nos olhos.

- e vês ainda?

- pouco. quase nada. mas ainda o suficiente da tua sombra.



right where it belongs



as distâncias apagam cicatrizes.

esperamos o dia e as horas passam.


mas o dia é hoje, era ontem. e demoramos a chegar.
viajamos para esquecer.

voltamos para encontrar. construímos para não deixar morrer a promessa feita com os olhos postos na palavra.

se fôssemos mudos seria bem melhor do que aquilo que somos agora. todos cegos e surdos.





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

esticamos a corda



vamos até ao limite e percebemos tudo.
porque no dia em que te disser "daria tudo e faria tudo, sim.", sei que serias a primeira a recuar. sozinha. sem menos. sem hesitar. sem perguntar. porque sabes.

onde em vidas passadas se abriu uma porta, agora fecham-se todas. menos a tua.
são os anos que ficam entre nós e nos assistem.
a nossa imperfeição que tanto vivo.
o cor-de-rosa que não entra e o negrume que não se estranha.
porque é autêntico. sem falsas belezas. sem bondade esquiva.

lealdade inquebrantável.

vómito

o que é demais enjoa.


o que é demenos, ressaca.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

isto só lá vai

com mulheres que façam destes homens meninos.

de manhã



cheirava a incenso pelas ruelas.
o cabeleireiro indiano cortava a 5€.

no largo da severa, vendia-se alecrim em molhos verdadeiros.
na roupa estendida o perfume do presto e o sol que espreita pelas árvores de folha caduca.

amo-te à primeira vista.
quero ficar.



há qualquer coisa que se anima



chegamos à hora marcada e sem querermos, rendemos sempre as armas aos minutos que passam.
o livro podia não acabar.
a última página podia não existir.
as coisas boas e doces não deviam ter prazo de validade.

os sons que reverberam pelas nossas veias percorrem os corredores mais escuros da mente.

e algo se ilumina.

as trevas só existem onde a luz não entra. por ser escasso o ar que se respira.

a música cura tudo. a arte é o mercurocromo de uma alma entristecida.




hands away

a viagem de autocarro

entre monte carlo e menton.

os joelhos negros. a pele queimada do sol.

pedra quente por baixo dos pés.



dormir de janela aberta. os vizinhos discutem.
em francês.

even sweeter

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

e ainda

viver a novela.

olhar para o lado e fingir que não se vê.

coça a cabeça e assobia.

censurar, para quê, se fazemos igual.

sábado, 22 de janeiro de 2011

parar




se nas viagens, nos dizem que o mais importante não é o destino, mas o caminho,

na vida, a percepção dos anos que passam deixa a certeza de encontros que nos definem.

o conforto que nos invade por querermos a simplicidade da água que apenas corre, sem objectivo ou explicação. apenas porque a maré, a força gravitacional da terra, a atracção dos elementos ocorre dessa forma imutável.

é essa força que nos move. e nos indica o caminho. longe ou perto.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

above




Unbroken speech
You tricked me on shaky ground
Don't tell me
How it feels like walking on rusty nails
But the pain's not mine
When we collide down is the only way out
'Cause hell's above
I try to focus on anything but the strain inside
So words rise while I touch the sky
Won't stay long
Just passing by
But you talked it away
You talked ït away ...


small steps



|| HOW TO WRITE A MANIFESTO
Julian Hanna in CQN #3

“Here are ten essential steps to writing your own:

(…)

4 [steal, don't quote]
Manifestos have no idols. They do not exhibit reverence; they only invite reverence. (…) This is not a classroom essay, and there is no time for careful footnotes. This is the revolution!”