o portão! há sempre um portão aberto... aparece como um incidente clássico em todas as vidas românticas.
tinha de ser. mais cedo ou mais tarde.
anaïs nin
Mostrar mensagens com a etiqueta arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arte. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A Fala dos Dedos
A beleza está nos olhos de quem a vê.
Obrigada pelo privilégio de estar aqui*****
no Teatro Rápido, R. Serpa Pinto, 14, ao Chiado.
Fernando Dinis Music/Photography
Fernando Dinis Music/Photography
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
as idades do mar.
figura de branco, biarritz, 1906 - joaquín sorolla bastida
"I could be bounded in a nutshell, and count myself a king of infinite space"
– William Shakespeare, Hamlet
fundação calouste gulbenkian
terça-feira, 12 de junho de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
ainda há uma luz fina sobre tudo isto.
A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não - ou a nossa própria fatalidade - é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.
josé saramago
sábado, 19 de maio de 2012
isto tudo a propósito do festival de cannes
e do livro que encontrei noutra caixa.
e do filme sobre renoir, finalmente. a musa. ela inacabada.
aparece-nos andrée heuschling, a miúda de 16 anos que devolve ao pintor, em fim de vida e incapaz de criar, a força de outrora, chegando por ela a mulher loira com rosas e as banhistas.
quando o mestre morre, andrée casa-se com o seu filho, que viria a ser um dos maiores realizadores de cinema de sempre. e
porque não é todos os dias que se passa de uma tela para a outra. porque andrée viveu e deu a viver.
porque o que mais importa não é o que se fica, mas o que se deu.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
assisto a um documentário com a laurie anderson na 2.
apetece entrar por ali adentro e passar o resto das horas da noite a pensar no que raio fazemos da vida quando não a ouvimos. nem lemos. nem queremos. só para nós. egoístas de um raio.
domingo, 13 de maio de 2012
this quiet army @gallery hostel
this quiet army, ou o que um homem consegue fazer sozinho com uma guitarra num dos lugares mais bonitos e acolhedores desta cidade.



sexta-feira, 11 de maio de 2012
tempestade no mar da galileia.
eugène delacroix
sobre o colo,
tu és a imagem que os cacos lhe mostram
quando ela, pensativa, se inclina sobre a vida.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
senta-te a um canto e espera que passe
ando então com uns versos na cabeça: qualquer coisa sobre uma estrela que brilha na aurora, para a qual nada representa. dentro da música, movo-me assim - o poder de uns phones. dentro da música, com uns versos na cabeça, mais uma ou outra ideia que poderia ser escrita e não é. pensei: não é preciso escrevê-la. e depois pensei: brilhar na aurora e, ainda assim, ser invisível. apesar de. brilhar para dentro, mesmo que.
o outro deixará enfim de ser necessário.
atirar cocteau ao domingo de manhã contra a parede
é sinuoso e acabamos por aproveitar as linhas com que ele escreve sobre roussel ou proust para nos lembrarmos de que tudo acaba por estar já feito e mais que inventado. pergunto-me o porquê de encenarmos sempre as mesmas imagens, ouvirmos ou reproduzirmos o que tantos já fizeram e ainda acharmos que somos originais. existe nesta criatividade de hoje em dia uma colagem demasiado cega ao que se encontra demasiado visto. e se os surrealistas chegaram lá também com inspiração de tantos que genialmente lhes mostraram o caminho, isto desta modernidade de onde partimos tem-me mostrado uma certa pobreza de valores. como se os meios tão super produzidos de hoje nos remetessem cada vez mais para uma experiência individual de conceitos que apenas o autor e a sua prole de seguidores entende.
já não se arrepiam muitas peles. é cada vez mais raro o ir para casa com um nome criativo contemporâneo no ouvido.
é a ditadura da instalação e o poder do geniozinho torturado que vai exorcizando todos os traumas não através da arte, mas da suprema arrogância. por isso a ala de roussel a abarrotar de visitantes. por isso as instalações frias e desprovidas de conteúdo às moscas. é o povo que não entende ou é o «artista» que não comunica?
existem refúgios que merecem mais calor humano. mais claridade. mais madeira no chão.
já não se arrepiam muitas peles. é cada vez mais raro o ir para casa com um nome criativo contemporâneo no ouvido.
é a ditadura da instalação e o poder do geniozinho torturado que vai exorcizando todos os traumas não através da arte, mas da suprema arrogância. por isso a ala de roussel a abarrotar de visitantes. por isso as instalações frias e desprovidas de conteúdo às moscas. é o povo que não entende ou é o «artista» que não comunica?
existem refúgios que merecem mais calor humano. mais claridade. mais madeira no chão.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
o david lynch lançou um álbum.
e pronto.
mas parece-me que a desculpa era mesmo fazer o vídeo que sempre quis sem que ninguém achasse estranho.
o_O
quinta-feira, 1 de março de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
manobras de diversão

a arte. a cultura. são o espelho do que uma comunidade reflecte.
a antónio arroio sempre foi o caldeirão que fervia e moldava grandes mentes, grandes mãos, criatividade e moldes diferentes pelos quais aprendi a ver, a escolher e a seguir algumas linhas de que mais me sentia próxima.
tive o privilégio de ensinar na antónio arroio, de sentir de perto o que ali se fazia pela diferença. como se contornava a falta de condições, de dinheiro, o excesso de burocracia que não há meio de desenguiçar a engrenagem maldita das papeladas, das perguntas, das justificações intermináveis.
ali, pensava-se a sério. ali aprendi em curto espaço de tempo o que noutros lugares por onde passei se fechava a sete chaves.
por isso rio-me quando vejo a palhaçada cavaquista de evitar o protesto das artes. de desaparecer perante o óbvio. quando os criativos ficam doentes, o país sucumbe. a vida estagna. as armas da palavra e do traço apagam-se. e o povo esmorece.
o palhaço tem medo de gente que pensa por si. que não olha para a máquina em busca de segurança, até porque é na arte que mais se arrisca.
o palhaço deve ter medo sim. muito medo.
as maiores mudanças que já vimos no mundo começaram sempre numa lente, no papel, na tela ou na forma do barro.
o palhaço não faz os trabalhos de casa. não molda, não cria, não inspira, não acrescenta. nada.
o ciclo natural da vida elimina os inadaptados. neste circo, este não dura muito mais.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
park slope
if there's something i want to do and no existing group will take me in, i start one myself. it's easier than you might think. in 1979, i asked around and found nine nonprofessional singers, mostly working in the arts, who wanted to be part of an informal a cappella group. new york is great, because all you have to do is want to make something happen and you can invariably find others to join you.
marcia tucker, a short life of trouble: forty years in the new york art world
Subscrever:
Mensagens (Atom)












