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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

daquele software que anda a controlar as vidas de muita gente

Acabei de ser alertada por uma amiga que anda a receber pedidos de amizade suportamente meus pelo Facebook de forma sistemática. 
Dizem por aí que existem ultimamente perfis falsos a fazer este tipo de coisa. 

Não sou dada a alarmismos mas fiquem sabendo que NÃO peço amizades por ali a ninguém, muito menos em catadupa e com contornos de psicopata :D 
Apenas existe gente que ao longo da noite dos tempos, adora fazer-se passar por mim. 
Se ao menos soubessem a trabalheira que dá, ocupavam-se a ser mais úteis à sociedade.
Ponham-se alerta também.

Beijinhos e obrigada *
(em jeito de comunicado parlamentar, que anda muito na moda e tal)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

o pacheco pereira

acaba de dizer laissezfaire, laissezpasser (tudo junto e a reboque e sem respirar nem pausa para engolir a saliva).
juro que gostava de conseguir transcrever o sotaque com que o regurgitou, mas confesso que nem tentando muito com muita dedicação e toda a vontade de gozar com esta gente que bota discurso e compete pela taça do mais idiota de cabelo grisalho e barrigudo sem tacho político há demasiado tempo na tv portuguesa.

o gajo esqueceu-se do aller... tristeza pá. tristeza.

«you can ask me whatever you want, because you are a journalist.»

ai. o embaixador dos estados unidos em portugal reúne as hostes no hard rock café para contar os votos e... charaaaannnn... não fala uma palavra de português. welcome to por tu gal.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

receber no mesmo dia

aquela notícia de que se tiram licenciaturas numa tarde
e de que os depeche vêm ao alive é total reconhecimento dos dias esquizo que se vivem por aqui :)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

é a vergonha.

é a segunda noite que passo por eles no caminho de casa. raso a escadaria e chego-me mais perto para ver. sentir ao menos o que lhes vai na pele e no corpo que há duas noites por ali ficam. 

há um grupo de gente a que poucos dão ouvidos. mas eles ali estão. não chegam a duas dezenas.
perguntei se queriam um cobertor, ou água.
disseram que tinham «carros de apoio». os amigos, os pais, (o)as namorad(o)as.

são cidadãos com deficiência que protestam devido aos cortes nos apoios do Estado que já poucos ou nenhuns eram.
é a tristeza de ver como se tratam pessoas que realmente precisam neste país.
conversámos um pouco e agradeceram por ter passado por lá.
se ao menos todos fizessem o mesmo, a família não tinha de estar sempre por ali a cuidar do frio e da fome.
deixei-os ali em sossego, mas assegurei que voltava mais tarde. fosse preciso ou não, há coisas que não se perguntam.

por isso deixo-vos esta nota muito breve. levantem os rabos do sofázinho de subúrbio sonolento.
venham encontrá-los, sentir como eles e dar apoio com o que tiverem.
deixem-se de conversas bonitas e declarações acaloradas no virtual.
disso, ninguém se alimenta nem aquece.


e para finalizar, deixo-vos algo antigo, mas tão certeiro que até dói nos olhos.

«Este governo não cairá porque não é um edifício,
sairá com benzina porque é uma nódoa
»...

Eça de Queiroz

terça-feira, 2 de outubro de 2012

assim devagarinho e com um sorriso amarelo.

Eu achava que o Inferno da Luz era estacionar regularmente no Estádio. Isso antes de estacionar no Estádio em dia de Jogo com o FCB o_O. 
- «Sr. Agente, eu trabalho ali dentro, e acho que me perdi para aceder ao parque do clube. Posso deixar no passeio só uma horinha?» 
- «Pode, menina. Haja quem queira trabalhar no meio desta confusão». 

o_O burp.

domingo, 23 de setembro de 2012

existem três raças de estúpidos.

o que se ri da merda que faz a si mesmo.
o que se ri da merda que os outros fazem entre si.
o que se ri da merda que faz aos outros.

em todos elas subsiste a estirpe da raça da estupidez suprema:
o que acha que os outros são mais estúpidos do que ele.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

levantai hoje de novo.


the left cannot just fight the right, it always has to fight other leftists as well, which is why, I fear, we will never achieve — or you, because I’m too old now — ever achieve a decent revolution.
[...]

Revolutionaries inevitably become guilty of the same crimes as those they overthrow, and that’s more depressing than de Gaulle.
[...]

It threw me into the soup, the soup of mankind, alienated, exploited, insecure, terrified — in one word, in nausea. But now it wasn’t Roquentin’s [the hero of his novel Nausea], it was mine, all of us, and made me realize that my struggle is yours and vice versa, that there is no escape for any of us, except that we find our fulfillment, so to speak, fighting together. Without ever thinking that this is a meaning, only an act. Meaning has to be created by each of us.




Jean-Paul Sartre
John Gerassi
Talking with Sartre
Conversations and Debates




texto roubadinho do vortex.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

adoro vernáculo no momento oportuno.

Vão-se Foder!

Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"

Descobri este texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada. É um texto impressionante, que vivamente recomendo. Leiam, por favor, até ao fim.

Domingos Amaral

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

they shall not pass.














de cada vez que me lembro da nossa identidade, de conseguirmos ser quem somos e dizer o que pensamos sem alguém que se nos atire ao pescoço, lembro-me de que fragilidade ainda rima com liberdade.


beware. pussy is rioting.


















dear folks

here comes a statement in defense of pussy riot :


as a musician and a mother i would like to express i fiercely dont agree with them being put to jail because of their peaceful protest performance . they are currently standing trial and facing seven years in prison for this .



in my opinion the russian authorities should let them go home to their families and children


i would like to invite pussy riot to join me in a particular song on stage : which was written for all enhancement of justice ( you can guess : once , which one )


warmth , björk
fuck, yeah! \m/