terça-feira, 23 de agosto de 2011

eis que finalmente



o mau é bom e pega-se.


e se os telhados de nyc parassem de se encher de maravilhas, o mundo parava e eu deixava-me de devaneios ou de contar os dias?



sim pli cidade


abrasivo.

parece voltar normal e devagar ao corpo presente.
ao centro algures encontras o espaço latente nas portadas das janelas.

eram luzes amarelas e vidros curtos. noites. dias e tardes e manhãs.
fazes planos. em breve mudam-se os lugares e à noite a companhia morna.

eu invento modas corridas e escuros de mantas. palavras que afastam medos.
procuramos normalidade. recusamos rivieras. os doze meses que nos separam delas. são muitos dias. nunca esquecidos.
os sinais ficam e a vida tão cheia de imagens eternas.



como estas. obrigada.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

vão de escada



peço-vos perdão, o mais humildemente possível, não por vos deixar, mas por ter ficado tanto tempo.

a memória das mulheres assemelha-se a essas mesas antigas para coser. com gavetas secretas fechadas há muito e que não se conseguem abrir; com flores secas, com novelos enredados.

marguerite yourcenar

the ballerina project



lower east side, nyc

sei perfeitamente que isto foi tudo um meio de chegares até aí.

que eu seja o teu meio.
que tu sejas a outra metade.

que não volta.

packaging sober lights



Ghosts in the photograph
never lied to me.

I'd be all of that
I'd be all of that.

A false memory
would be everything.
A denial my eliminent.

What was that for?
What was that for?

(...) Try to be bad


mogwai

b-day



I want them to know it's me
It's on my head
I'll point the finger at me
It's on my head
Give it all to you
Then I'll be closer
Smiling with the mouth of the ocean
And I'll wave to you with the arms of the mountain
I'll see you
I will let you shout no more
It's on my head
I'll pick you up from the floor
It's on my head
Give it all to you
Then I'll be closer
Smiling with the mouth of the ocean
And I'll wave to you with the arms of the mountain
I'll see you
Give the same to me then I'll be closer, closer
Give the same to me then I'll be closer, closer
Smiling with the mouth of the ocean
And I'll wave to you with the arms of the mountain
Give the same to me then I'll be closer


fnm

sábado, 20 de agosto de 2011

behind



So we meet again after several years Several years of separation Moving on, moving around Did we spend this time chasing the other's tail?

I could never belong to you


koc

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ao segundo dia



os putos foram para casa ou ficaram nas tendas a ressacar, e os duros tomaram conta da festa.

nunca soube tão bem voltar ao paraíso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

aquece sempre, traz central park ao minho

limbo

Sempre gostei do deserto. Uma pessoa senta-se numa duna.
Não vê nada. Não ouve nada.
E, no entanto, há qualquer coisa a brilhar em silêncio.

- Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho

o paraíso acabou.



os putos pastilhados invadiram paredes de coura. não fosse o encontro com luxúria canibal e acharia que tinha aterrado no boom festival.

e se pensavam que o super bock batia tudo em pó e desorganização, esqueçam.
quem entrou ontem naquele recinto perto das 22h, percebeu que num corredor onde passam 2 pessoas de cada vez, é impossível manter a sanidade e ainda assim lembrar as edições anteriores de calma, sossego e cordialidade entre todos. os putos são agressivos, a malta de ontem queria era soltar a franga, contentinhos por os pais os terem deixado acampar uns diazitos nas férias, num lugar que tem tudo para supostamente se manterem à tona da água.
é que nem a pulseira nos safou.


mas a salvação existe. na música, sempre nela. as bandas safaram o ambiente de escola secundária. esforçaram-se a valer e funcionou. e a exclusividade do after-hours termina hoje. ufa!
nos próximos dias. jazz na relva, sol, rio, música a sério. forte. nas entranhas.

esperamos.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

pira-te





quarta-feira de cinzas


Porque sei que o tempo é sempre o tempo
E que o espaço é sempre o espaço apenas
E que o real somente o é dentro de um tempo
E apenas para o espaço que o contém
Alegro-me de serem as coisas o que são
E renuncio à face abençoada
E renuncio à voz
Porque esperar não posso mais
E assim me alegro, por ter de alguma coisa edificar
De que me possa depois rejubilar

t.s.eliot
não sei como lhe dizer isto.
fico em casa a ver tv. e amanhã saio apenas e só para comprar bolachas.
nem consigo levar os sacos da loja. acho sempre que não são meus. deve ser das cores que ainda estranho. ou da porta que dá para uma rua paralela à do costume. o que os olhos não vêem o coração mente.

café e bolachas. pão e laranjas.

não há terramoto que mude o que se pede numa hora destas. em que desaba sobre a pessoa o peso de aceitar mudar de vida.

isto não é um anagrama

assusta a facilidade com que se passam borrachas no que foi escrito.

de certezinha



"And there will come a time, you’ll see, with no more tears
And love will not break your heart, but dismiss your fears
Get over your hill and see what you find there
With grace in your heart and flowers in your hair"

— Mumford & Sons, After The Storm

a lot of 53. M.




devolveste-me

a lisboa que amo.













an empty mind is the devil's playground



baltazar sete-sóis



"Baltazar Mateus, o Sete-Sóis, está calado, apenas olha fixamente Blimunda, e de cada vez que ela o olha a ele sente um aperto na boca do estômago, porque olhos como estes nunca se viram, claros de cinzento, ou verde, ou azul, que com a luz de fora variam ou o pensamento de dentro, e às vezes tornam-se negros noturnos ou brancos brilhantes como lascado carvão de pedra."

josé saramago, memorial do convento

if you see her, say hello





francis bean cobain, by hedi slimane's diary