Mostrar mensagens com a etiqueta dança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dança. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

é ir*


e felicidade de te rever no palco.*

Um hino à imaturidade dos amantes a partir do drama trágico "Penthesilea" (1808) de Heinrich von Kleist. O autor, inspirando-se provavelmente na passagem de Penthesilea pelo poema épico "Posthomerica" de Quintus Smyrnaeus e na herança imagética de Séneca, nomeadamente nas descrições sangrentas, subverte o mito clássico de que a rainha das Amazonas morreria pela espada de Aquiles durante a guerra de Tróia.


Na peça do dramaturgo alemão, é Aquiles quem é brutalmente desmembrado pela rainha confusa por experimentar sentimentos novos e obcecada pela conquista que a sua tradição lhe exige. Em cena, soam as vozes de uma poderosa luta entre o belo e o terrível, a razão e a emoção, a sociedade e os afectos.

A filosofia mistura-se com a poesia que se mistura com a psicologia, num espectáculo que sublinha, sobretudo, a evidência de que os homens dificilmente conseguirão resolver a sua relação com a liberdade. Parafraseando Oscar Wilde, é caso para se dizer “Each man kills the thing he loves” (Todos os homens matam o que amam).

É urgente ler.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

su


photo: fania santos

And those who were seen dancing were thought to be insane by those who could not hear the music.

• Nietzsche

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

iDance, iThrive, iStruggle


Alicia Graf Mack in Alvin Ailey's MEMORIA.
Photo by Andrew Eccles


You were once wild here. Don’t let them tame you. - Isadora Duncan

domingo, 17 de abril de 2011

as vontadinhas todas...




nota mental: com M grande.
pelo meio pj harvey, the strokes, placebo, suede, franz ferdinand, arcade fire, smiths, joy division, yeah yeah yeahs
, lykke li.

domingo, 10 de abril de 2011

ac/dc


lilás.
intermédia cor.
um par de botas à vida. duro o chão.
a língua furada, cabelo puxado nos dedos por dentro.
onda de choque te ferve sem si. sem sentimento. bate por dentro.

lilás.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

sábado, 26 de março de 2011

a varanda de julieta


uma vez, entrei em verona para não entrar
em veneza. Entre o vê de verona e o vê
de veneza optei por ver verona. Gostei da
coincidência das consoantes na janela
de julieta; e sei que em veneza não ouviria
o vento da vingança, nem provaria o veneno
de uma volúpia que só em verona se
desvenece com a vida. Não há canais em
verona, como em veneza; nem há janelas
em veneza, como em verona; mas julieta
espreita a rua, da janela que é sua, e se
ninguém diz a senha que só ela sabe, agita
o lenço molhado pelas lágrimas que as
nuvens bebem, levando-as de verona até
veneza, onde a chuva as deita nos canais.



nuno júdice

esta noite no palco

leveza.
apenas leveza. brisa, vento que nem a tragédia desfaz.

sexta-feira, 25 de março de 2011

ana/julieta


"These violent delights have violent ends
And in their triumph die, like fire and powder,
Which as they kiss consume."

- William Shakespeare, Romeo and Juliet, 2.3