Mostrar mensagens com a etiqueta exposições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta exposições. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

proibido pernoitar.

o portão! há sempre um portão aberto... aparece como um incidente clássico em todas as vidas românticas.
tinha de ser. mais cedo ou mais tarde.

anaïs nin



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Fala dos Dedos

A beleza está nos olhos de quem a vê.




 Obrigada pelo privilégio de estar aqui*****

 no Teatro Rápido, R. Serpa Pinto, 14, ao Chiado.

Fernando Dinis Music/Photography

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

do silêncio de novo.


uma noite de verão em 2011 levou-me por acaso ao Palácio Belmonte pela mão da fabulosa Maria de Morais e o seu Metaphorás' Project.
foi uma daquelas noites surreais, únicas, de onde nasceram imagens e sons que me mantêm pelas muralhas do castelo ainda hoje. e ontem revimos o Lisbon Story do Wim Wenders e lá estavam aquelas salas outra vez.
as paredes descascadas, mais os painéis de azulejos, aquela sala na penumbra onde o vinil rodava, o fogo no terraço. a vista sobre São Vicente de Fora. inesquecíveis.
eu não acredito muito nos acasos, mas hoje chegou-me este email.
ela regressa com o ciclo de conversas O Silêncio tem Sentido? vai ser na galeria Luis Serpa.

De amanhã até Novembro os dias contam-se. devagar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

tudo volta



















Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.

josé luís peixoto

segunda-feira, 23 de julho de 2012

eu? sinceramente!

este fim-de-semana deixaram-me fazer um remix da banda sonora da laranja mecânica, algo entre o wolfgang e i'm gonna marry a lighthousekeeper, com a música no coração. ya. fosga-se. \m/

terça-feira, 5 de junho de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ainda há uma luz fina sobre tudo isto.














A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não - ou a nossa própria fatalidade - é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.

josé saramago

sábado, 19 de maio de 2012

chegou de b. a lembrar.

Then the Lord rained upon Sodom and upon Gomorrah brimstone and fire from the Lord out of Heaven (...) those were vile people in both those cities, as is well known. The world was better off without them. And Lot's wife, of course, was told not to look back where all those people and their homes had been. But she did look back, and I love her for that, because it was so human. 


Kurt Vonnegut

quinta-feira, 17 de maio de 2012

o neurótico é o homem do futuro.



henry miller

calma é apenas um pouco tarde




A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —


Manuel António Pina, Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde

domingo, 13 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

such a dizzying height



Our flag still waves in the dusk
Who do you trust?
When love turns to dust
Who do you trust?

I'm still free
I'm still free
And I'll tell the world about it
'Cause I got no doubt about it

spain

terça-feira, 8 de maio de 2012

seguir nas asas do tempo



to-morrow, and to-morrow, and to-morrow,
creeps in this petty peace from day to day
to the last syllable of recorded time.

macbeth, william shakespeare

vivre est une chute horizontale



ce qu'il faut c'est vivre ensemble le même rêve [. ..... l'oiseleur

vivre avec la faim

jean cocteau

segunda-feira, 7 de maio de 2012

senta-te a um canto e espera que passe



ando então com uns versos na cabeça: qualquer coisa sobre uma estrela que brilha na aurora, para a qual nada representa. dentro da música, movo-me assim - o poder de uns phones. dentro da música, com uns versos na cabeça, mais uma ou outra ideia que poderia ser escrita e não é. pensei: não é preciso escrevê-la. e depois pensei: brilhar na aurora e, ainda assim, ser invisível. apesar de. brilhar para dentro, mesmo que.

o outro deixará enfim de ser necessário.

atirar cocteau ao domingo de manhã contra a parede



é sinuoso e acabamos por aproveitar as linhas com que ele escreve sobre roussel ou proust para nos lembrarmos de que tudo acaba por estar já feito e mais que inventado. pergunto-me o porquê de encenarmos sempre as mesmas imagens, ouvirmos ou reproduzirmos o que tantos já fizeram e ainda acharmos que somos originais. existe nesta criatividade de hoje em dia uma colagem demasiado cega ao que se encontra demasiado visto. e se os surrealistas chegaram lá também com inspiração de tantos que genialmente lhes mostraram o caminho, isto desta modernidade de onde partimos tem-me mostrado uma certa pobreza de valores. como se os meios tão super produzidos de hoje nos remetessem cada vez mais para uma experiência individual de conceitos que apenas o autor e a sua prole de seguidores entende.
já não se arrepiam muitas peles. é cada vez mais raro o ir para casa com um nome criativo contemporâneo no ouvido.
é a ditadura da instalação e o poder do geniozinho torturado que vai exorcizando todos os traumas não através da arte, mas da suprema arrogância. por isso a ala de roussel a abarrotar de visitantes. por isso as instalações frias e desprovidas de conteúdo às moscas. é o povo que não entende ou é o «artista» que não comunica?
existem refúgios que merecem mais calor humano. mais claridade. mais madeira no chão.