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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

abat-jour

Le tien, le mien, le mien, le tien ? Si tu m'aimais tout à fait bien, Tu dirais :

"Les livres, Le chien et Nos roses"





TransVerso

sexta-feira, 1 de junho de 2012

a minha missão de vida sempre foi acabar com a espionagem.



facilitem a vida às polícias secretas.
actualizem os vossos facebooks com frequência.
finjam a vida que não têm.
mostrem tudo o que eles acham que é tudo.
e deixem o todo para dentro. o que importa mesmo nunca se vê
mas convençam-nos que sim.
a felicidade e o futuro do mundo voyeurista está nas vossas mãos.

«qu' est que tu attends?»

sexta-feira, 11 de maio de 2012

tempestade no mar da galileia.



eugène delacroix

sobre o colo,
tu és a imagem que os cacos lhe mostram
quando ela, pensativa, se inclina sobre a vida.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

revolving around the richness of your being



You are right, in one sense, when you speak of honesty. An effort, anyway, with the usual human or feminine retractions. To retreat is not feminine, male, or trickery. It is a terror before utter destruction. What we analyze inexorably, will it die? Will June die? Will our love die, suddenly, instantaneously if you should make a caricature of it? Henry, there is danger in too much knowledge. You have a passion for absolute knowledge. That is why people will hate you.

anais nïn, letter to henry miller

terça-feira, 8 de maio de 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

celine



You know, maybe we're ... we're only good at brief encounters, walking around in European cities in warm climate.

- Before Sunset

sexta-feira, 16 de março de 2012

à la prochaine

‎Ils sont la force qui se lèveras un jour de la boue des quartiers populaires. Une force immense et explosive que rien n’arrêtera plus venue du fond des venelles, elle submergera les places et les avenues. Elle déferlera comme une mer impétueuse ; elle atteindra par-delà le fleuve, les iles endormies dans la splendeur des palais là, elle s’arrêtera ...

Albert Cossery - La maison de la mort certaine

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

tomber



... après tout, les choses sont comme elles sont, rien d’autre... un message c’est un message... des assiettes sont des assiettes... les hommes sont des hommes... et la vie c’est la vie...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

permeável



Parece-me que a invisibilidade é a condição para a elegância. A elegância acaba se for notada. Sendo a poesia a elegância por excelência, não sabe ser visível. Então, para que serve?, dir-me-eis. Para nada. Quem a vê? Ninguém. O que a não impede de ser um atentado contra o pudor, e apesar de o seu exibicionismo se exercer entre os cegos. Contenta-se em exprimir uma moral particular. Depois, esta moral particular solta-se sob a forma de obra. Exige que a deixem viver a sua vida. Faz-se pretexto para imensos mal-entendidos que se chamam a glória. A glória é absurda por resultar de um ajuntamento. A multidão cerca um acidente, conta-o a si mesma, inventa-o, perturba-o até se transformar noutro. O belo resulta sempre de um acidente. De uma quebra brutal entre hábitos adquiridos e hábitos a adquirir. Derrota, nauseia. Chega a causar horror. Quando o novo hábito for adquirido, o acidente deixará de ser acidente. Far-se-á clássico e perderá a virtude de choque. Por isso uma obra nunca é compreendida. É admitida. Se não me engano, a observação pertence a Eugène Delacroix: «Nunca se é compreendido, é-se admitido». Matisse repete com frequência esta frase. As pessoas que realmente viram o acidente afastam-se, perturbadas, incapazes de dar por ele. As que não o viram, testemunham-no. Exprimem a sua ininteligência através de um pretexto, que é darem importância a si próprias. Mas o acidente permanece na estrada ensanguentado, estupidificado, atroz de solidão, presa das loquacidades e dos relatórios da polícia.

jean cocteau, visão invisível

trad. aníbal fernandes

sábado, 7 de janeiro de 2012

a bunch of crows flying over père-lachaise amongst snowfall



sometimes one of the most difficult things in life is to know which bridge to cross and which bridge to burn.


i'm the one you burn.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

my gods dwell in temples made with hands


morality does not help me. i am a born antinomian. i am one of those who are made for exceptions, not for laws. but while i see that there is nothing wrong in what one does, i see that there is something wrong in what one becomes. it is well to have learned that.

oscar wilde, de profundis