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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

isto tudo a propósito do festival de cannes


e do livro que encontrei noutra caixa.
e do filme sobre renoir, finalmente. a musa. ela inacabada.
aparece-nos andrée heuschling, a miúda de 16 anos que devolve ao pintor, em fim de vida e incapaz de criar, a força de outrora, chegando por ela a mulher loira com rosas e as banhistas.
quando o mestre morre, andrée casa-se com o seu filho, que viria a ser um dos maiores realizadores de cinema de sempre. e

porque não é todos os dias que se passa de uma tela para a outra. porque andrée viveu e deu a viver.
porque o que mais importa não é o que se fica, mas o que se deu.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

tempestade no mar da galileia.



eugène delacroix

sobre o colo,
tu és a imagem que os cacos lhe mostram
quando ela, pensativa, se inclina sobre a vida.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

a oeste, nada de novo




saber leva a querer mais intensamente.
transformar traz o cansaço da roda imparável da sucessão de eventos perdidos no tempo.
e só ao parar percebemos onde afinal queremos chegar.
ao vazio do nada ou à catarse da amálgama do todo.



domingo, 16 de janeiro de 2011

as voltas


I think I was once
I think we were

Your milk is my wine
My silk is your shine


Jim Morrisson


naquele mês de outubro, a primeira coisa que fiz assim que pousei a mala no quarto vermelho foi ir ao met procurar aquele quadro do gerôme.

depois de muitas voltas lá dentro, de perguntar a toda a gente que me passava pela frente, disseram-me que tinha sido emprestado.
não queria acreditar.
trouxe a porcaria do postal e olhava para ele todos os dias, à espera que galatea se transformasse em carne e osso. ou que pigmalião transformasse o seu amor na mulher que sempre esperara.
mas o tempo passou e obrigou-me a não pensar mais nisso.

até que dois meses depois, em paris, ele me aparece à frente no d'orsay. e parecia que, afinal, ele é que tinha andado à minha procura.

o tempo e a altura perfeita para os encontros nem sempre é o que queremos. muitas vezes é o possível.
e quem nos quer encontrar, acaba sempre por fazê-lo. mesmo que demore.

se for mesmo para ficar. fica. se for mesmo para encontrar, chama-nos.

e espera também.