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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

rente ao chão













Quais são as tuas palavras essenciais? As que restam depois de toda a tua agitação e projectos e realizações. As que esperam que tudo em si se cale para elas se ouvirem. As que talvez ignores por nunca as teres pensado. As que podem sobreviver quando o grande silêncio se avizinha.
















Vergílio Ferreira

Fotografias: Fernando Dinis Music/Photography
para a TransVerso

quinta-feira, 5 de julho de 2012

algures perto dos pulmões.


- onde é que vais pôr uma caixa desse tamanho numa casa já de si tão pequena, onde não quero acumular tralha, já me basta o que ainda nem trouxe, que nunca vou trazer e desencaixotar e....


- já olhaste bem para o tamanho dessa caixa toráxica? onde conseguiste arrumar um coração desse tamanho aí dentro? a merda é a mesma. arrumando.



para um homem do norte, merda é vernáculo e o coração vírgula.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

believe


Believe. 
Are you ready to breathe? 
Believe. Are you ready to be… 
Learn from all of this knowledge and all your fears are taking you over, 
and then you learn from all of this knowledge and all your fears are taking you over.

a perfect circle

quinta-feira, 3 de maio de 2012

do vício.



I would love in three years to have a shaved head, 30 tattoos, a plane and several children. Oh - and three lovers.

angelina jolie

sexta-feira, 13 de abril de 2012

a coragem de seres só.



Uma arma de triunfo te dei, sobre todas as outras: a coragem de seres só; deixou de te afectar como argumento ou força esmagadora a alheia opinião, as ligeiras correntes e os redemoinhos do mar; rocha pequena, mas segura, sobre ti se hão-de erguer, para que vençam a noite, as luzes salvadoras; não te prendem os louvores dos que te querem aliado, nem as ameaças dos contrários; traçaste a tua rota e hás-de segui-la até ao fim, sem que te desviem as variadas pressões. Só e constante, mesmo em face do tempo; os anos que rolam tu os consideras elemento de experiência; para os homens futuros episódios sem valor; se eles te abaterem, só terão abatido o que há de menos valioso; e contribuirão para que melhor se afirme o que puseste como lição da tua vida; a muitos absorve o actual; mas a ti, que tens como tua grande linha de cultura, e porventura tua alma, a posse das largas perspectivas, a hora começando te vê firme e firme te abandona. Nenhuma estóica rigidez neste teu porte; antes a compassada lentidão, a facilidade maleável de bom ginasta; não é por amor da Humanidade que hás-de perder as mais fundas qualidades de homem. Em tal espelho me revejo, eu que tomei tua alma incerta e a guiei; e contemplo como doce oferenda, como a mais bela visão que me poderias conceder, a clara manhã que já de ti desponta e lentamente progredindo há-de acabar por embalar o universo nos seus braços de luz.

Agostinho da Silva, Considerações

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

antigonish



'Yesterday, upon the stair, I met a man who wasn’t there
He wasn’t there again today
I wish, I wish he’d go away'

h.m. the little man who wasn't there

sábado, 7 de janeiro de 2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

my gods dwell in temples made with hands


morality does not help me. i am a born antinomian. i am one of those who are made for exceptions, not for laws. but while i see that there is nothing wrong in what one does, i see that there is something wrong in what one becomes. it is well to have learned that.

oscar wilde, de profundis

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

do silêncio



A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre.

desassossego, fernando pessoa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

regresso


viste que os dias não passavam

disto, e viste bem. desse lado

do céu, tens o melhor miradouro

sobre a madrugada. se encontrares

o pintainho que sepultámos,

em segredo e lágrimas, no

quintal das tias, pede-lhe o

arco da sua asa nas noites de lua nova.

remete-me, quando puderes,

pacotes de chuva miúda, gosto

de a ver decalcar a terra, fundir-se

com as sementes de milho

no canto da achadinha.

entretanto, vou montando o

telescópio, com as instruções

que me deste. põe-te à vista

e combinamos um gelado a

meio caminho,

à hora da infância.

por renata botelho, para a naifa

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ai que a vida voa


He could've tuned in, tuned in
But he tuned out
A bad time, nothing could save him
Alone in a corridor, waiting, locked out
He got up outta there, ran for hundreds of miles
He made it to the ocean, had a smoke in a tree
The wind rose up, set him down on his knee

sábado, 9 de julho de 2011

blitzkrieg




«Never give in, never give in, never; never; never; never - in nothing, great or small, large or petty - never give in except to convictions of honor and good sense»

winston churchill

terça-feira, 7 de junho de 2011

o verão do nosso contentamento


«I’ll follow you and make a heaven out of hell,
and I’ll die by your hand which I love so well.»

Fourth. A Midsummer Night’s Dream

Act 12. Shakespeare.