domingo, 11 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
se há coisa que adoro
é um comuna assumido. dá-me força nas utopias e quimeras a que só eu dou sentido.
ou um técnico do 1214 que finalmente consegue carregar na tecla «aderir a este site», por não saber há meses como se segue um blog. como este :)
tesoura
\m/
ou um técnico do 1214 que finalmente consegue carregar na tecla «aderir a este site», por não saber há meses como se segue um blog. como este :)
tesoura
\m/
e também
continuo a achar estranho que usem «americanos», ou pior ainda, «norte-americanos» apenas para nomear gente dos E.U.A.
sendo que os canadianos são... uma «fauna» à parte, do alaska, talvez?? esquimós, vá. e esses. são o quê mesmo?
como se eu fosse portuguesa e os espanhóis... os ibéricos.
sendo que os canadianos são... uma «fauna» à parte, do alaska, talvez?? esquimós, vá. e esses. são o quê mesmo?
como se eu fosse portuguesa e os espanhóis... os ibéricos.
constantemente
hoje um grande amigo pediu que lhe dissesse o que achava do que escrevia.
sentei-me e parei para ouvi-lo. senti-me pequena ao ponto de pensar quem sou eu para dizer a alguém que amo se o que faz é bom ou mau? se é a voz dele. se é o que sente de mais seu. a sua verdade é tão consistente quanto a minha. nunca terei dúvidas disso.
ontem, já tinha recebido uma mensagem de uma ex-aluna. de alguém que sentia algo que tantas vezes percebi percorrer-me as veias. sentir inspiração por alguém. algures pelo meio deixa escapar algumas frases que me deixam paralisada.
«quando vi a tua coreografia, fizeste-me pensar que um dia gostaria de ser um bocadinho daquilo tão gigante que naquele momento foste. como deves ser sempre. com tanta garra em cada movimento, com tanta delicadeza, beleza e serenidade. em Julho apresentei a minha coreografia pela primeira vez e lembrei-me de ti. lembrei-me que talvez pudesse ser um bocadinho daquilo que tinhas sido naquele mesmo lugar, sendo sempre eu mesma.»
e se o mundo é um palco, a responsabilidade e o carinho pelas pessoas que cativamos deveria espelhar sempre aquilo que queremos ser dentro dele. carregados de humildade e admiração por nem percebermos o quanto somos ou fomos importantes para alguém, um dia. nem imaginamos. quando deixamos que o cristalino ocorra, sem percebermos, desatentos por vezes, surgimos com o que de mais forte existe no ser humano. o amor desinteressado.
depois de tantos desencontros, dos que existem com uma força gigante nas nossas vidas, raros são os momentos em que encontramos as pessoas, a vida, a missão, a vontade de sermos o que queremos. sentimos que devemos estar no rumo certo. de que realmente tocámos alguém.
raramente se ouvem palavras de quem nos aceita como somos sem nos querer mudar ou moldar a uma imagem mais sua. no egoísmo de que lhes pertençamos. de que lhes supramos as necessidades mais básicas ou profundas.
sinceramente. quem nos ama mesmo, arranja sempre uma forma. e volta. e está. constantemente.
'cello song
Strange face, with your eyes
So pale and sincere.
Underneath you know well
You have nothing to fear.
For the dreams that came to you when so young
Told of a life
Where spring is sprung.
You would seem so frail
In the cold of the night
When the armies of emotion
Go out to fight.
But while the earth sinks to its grave
You sail to the sky
On the crest of a wave.
So forget this cruel world
Where I belong
I'll just sit and wait
And sing my song.
And if one day you should see me in the crowd
Lend a hand and lift me
To your place in the cloud.
nick drake
terça-feira, 6 de setembro de 2011
os dias perfeitos

começam com manhãs assim.
azuis de névoa mas brancos de preguiça fugaz.
acordar e ver a cidade aos pés.
despertar na lembrança de mãos felinas. ecos. sombras. luzes. perfumes.
palavras de livros abertos. páginas soltas. desfolhadas devagar.
sorrisos abertos, transparentes.
ressurgir no tempo do porto inquieto de corpo.
porque existe. cada vez mais. como nunca. como sempre.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
bairro 1
Fica-se na sombra e crescem-se escolhas internas. Desaparecer é esquecimento. Ausência é ar no peito. São pombos a pousar nos beirais sem quem os escorrace dali para fora. Nem milho nem pão. Musgo verde. Recantos bafientos. Escuro latente no vidro já sem respiração para embaciar. De tão perto sentem-se as pestanas, já. Batem na janela que teima em não abrir. Escorre o tempo e viram-se agulhas ao norte do corpo presente. Selado. Nas traseiras de uma casa de alma sem janelas nem portas nem vidros. Cinzento amor perdido nas palavras que lhe brotavam do peito em sons mudos de vontade inacabada.
Sente-se no ar o frio das frinchas abertas. Descuidam-se pessoas e gestos e as casas ruem.
Persiste nas cidades o querer voltar na esperança de que o tempo se esqueça delas. É puro o engano e finge-se parar a mudança. Ela é sempre a única verdade presente ao abrir da janela.
o inventado, que tanto demora
disseram-me que o sol há-de morrer igual a um fósforo que se apaga. é como um fósforo lento. muito lento, que se apagará de qualquer modo, deixando tudo às escuras infinitamente. perguntei se não seria triste vivermos numa noite contínua. disseram-me que seria mais do que triste, porque seria impossível.
até ali, eu com cinco ou seis anos, achara categoricamente que os dias eram para sempre.
v.h.m.
transcende
pára-brisas com letras no embaciado.
4 da manhã em francos parece duas da tarde no café e torradas da cinemateca.
4 da manhã em francos parece duas da tarde no café e torradas da cinemateca.
fui
é que não é a parte em que o cão fala com ele e sabe mesmo como dizer o que vai dizer, nem o pai que lhe morre em casa, e que até nem vemos os bombeiros a reanimar no chão, nem as roupas do pai que tem de dar e despachar, nem a senilidade que chega e acaba com tudo, a negação, a vontade de fugir, largar tudo, nem a namorada que parte para nova iorque, logo para ali, mas aparentemente volta e tudo vai acabar bem, nem as ruas nem as cores, e nem sequer o fôlego que é preciso para sair daquela sala e nem tu nem eu desabarmos, aguentámo-nos a valer, eu na barba ruiva dele, tu na certeza de que tinhas medo de passar vergonha ao lado de pessoas que não conheces. eu, por mim, deixei-me ir, caguei, foi ali mesmo que repassei as dores da perda, de sermos incapazes de ultrapassar a ausência de quem nos deu ao mundo e de insistirmos em perdermos todos, da vida que desaparece num ápice, de poder apenas sentar e pensar uma semana depois para o mundo não nos cair dentro da alma naquele instante. porra, que tu já sabias que ia ser assim e foste comigo assim mesmo. maior teimosia, portanto. e a tristeza, aquela profunda tristeza que não o larga, de quem sabe que há merdas assim que nos perseguem e aguentamos e vivemos, e reabrimos.
sempre.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
1,80€
e mais
há uma pornografia erudita feita para gente como nós.
uma coisa assim entre o querer fazer,
a aflição espiritual e o amor eterno.
uma coisa assim entre o querer fazer,
a aflição espiritual e o amor eterno.
a sensação de ascenção que se repete
a minha mãe dizia-me tem cuidado, não brinques assim. vais partir uma perna. vais partir a cabeça. vais partir o coração. e estava certa.
foi tudo verdade.
v.h.m.
foi tudo verdade.
v.h.m.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



