sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

libertação



cortar a trança pela raiz.

só porque estou a sair para a praia de matosinhos e ao sol fico com sardas assim

poucas coisas

me enternecem tanto como ver um cão com a cabeça de fora, a língua pendurada da janela de um automóvel.

é aquela inocência de quem não sonha o que o mundo abarca.

lembrete

tenho mesmo de escrever sobre a antónio arroio.
só não pode é ser hoje. ia sair tudo torto por linhas direitas.

às vezes tenho a sensação de que lixei tudo

mas começo a ler-te e acredito piamente que o melhor resume-se a isto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

gostava de te mostrar que de teorias o mundo já está cheio, e de copos de água também



mas só se aprende de erro em erro até acertar na quantidade certa.
talvez agora entendas que o optimismo não chega.
mata a sede.

a tua e a de quantos conseguires alcançar.

do respeito



In the height of her financial troubles, Annie Leibovitz took a six-hour drive and stood mesmerized by the water of Niagra Falls, with her three children. The world-famous celebrity photographer extraordinaire was facing millions in debt, her career was in danger, her credit card was just rejected, and her hotel room was given away. Yet, she felt revived. She had a list! No assignments.... No Miley.


Leibovitz would go to Virginia Woolf’s house, her late partner Susan Sontag’s favorite. She would see Freud’s storied couch. She would find Emily Dickinson’s last surviving dress, Georgia O’Keeffe’s pastels, and the television Elvis shot a bullet through in 1970, hidden in a storage room at Graceland. With her kids, Leibovitz embarked on a road trip, shooting meaningful, personal, historical mementos with a digital camera. Triumphantly, her first ever all-digital exhibit has just opened at the Smithsonian American Art Museum. See a few choice shots in our gallery and her book, Annie Leibovitz: Pilgrimage.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

foi o david que disse!

São Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270, uma data agora assinalada com jantares a reboque de solos de saxofone e prendas peludas fofinhas. Ah, a vida moderna.

click to add equation

i got your vDay card.

had to figure out that only after clicking the equation the colors changed :)
you know i have this phobia for excell spreadsheets, right? and that is probably the sweetest way to realize that you are as much of a nerd as i am alergic to numbers.
but i can cure alergies. just show me the way to the drugstore.

do nosso manual de instruções


quando pensas que já viste de tudo



juras que mais pareces alguém que prepara um rapto sobre o qual toda a gente fala, mas ninguém interrompe por saber que vai ser a melhor coisa que já te aconteceu na vida.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

tomber



... après tout, les choses sont comme elles sont, rien d’autre... un message c’est un message... des assiettes sont des assiettes... les hommes sont des hommes... et la vie c’est la vie...

travelling, travelling



summer will soon be here.
life and perfumes and music, loud intense music.
the sand, the coastline and all that's been waiting for so long for your arrival.
every once in a while we wonder how we got here. and the only way to find out is being there.
seeing with our own eyes the possibilities ahead.
all is ready. travel. the ocean. the skies. the perfect timing. love.

normalmente

isto acabaria com qualquer um.
mas tu não és qualquer um.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

absolute

Hal: Well, let's say that since you were little, you always dreamed of getting a lion. And you wait, and you wait, and you wait, and you wait but the lion doesn't come. And along comes a giraffe. You can be alone, or you can be with the giraffe.

Oliver: I'd wait for the lion.

Hal: That's why I worry about you."

Beginners, Mike Mills, 2010

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

braHma muHúrta

hoje chega a hora em que tudo começa.

há quem tenha asas e há quem tenha raízes. e há quem tenha cicatrizes.

acho que foi na conversa sobre o desenvolvimento das membranas embrionárias.
disseste que a pele tem uma memória que regista o toque e que essa memória vai buscar tudo aquilo por que passou. aquilo que nos bloqueia ou o que nos liberta e que é nessas memórias que a vida desde o embrião se vai desenvolvendo. os nossos reflexos, as angústias, as euforias.

as perdas. os toques que não mais sentimos e que, verdade seja dita, nos marcam a pele até à carne. alguns até à memória celular.
mas também que o tecido cutâneo regista milhares de novas sensações a cada segundo. e que esse, que parece novidade, não é mais do que o novo toque que já nos despertou algures. noutras sinapses.

e que isso por si só não serve para adiantar o caminho das mãos pelas linhas com que nos cosemos.
uns aos outros.
não chega para criarmos um novo mapa de experiências na nossa pele de dimensões renascentistas.

foi nessa conversa que olhei para o lado e deixei passar aquilo que realmente aprendia.
da cartografia que precisamos trazer debaixo do braço sempre que nos pedem o corpo e alma como percurso de mais uma viagem sem destino.

foi o pai que fez com sobras da UTIC em jeito de vingança



aquilo é uma daquelas lojas de velharias, ferragens e coisas de metal enferrujadas ali para os lados da rua do almada.

espreitei lá para dentro ainda meio apressada e vi um beliche. e lembrei-me de termos tido a sorte de ter um pai desenrascado que nos fez um, quando precisávamos. o espaço era pouco, mas a vontade era muito grande. maior que aquele canto pequenino. lembrei-me que te puxei o cabelo, porra pá, a inveja que eu tinha daquele cabelo. e ferveu um pouco o ar, para ver quem ganhava e ficava a dormir em cima.

eu ganhei. mas tu continuas aí e ainda hoje estás com a razão. devias ter ficado tu.
esta merda da saudade não mata, mas arrasta e mói.

de cortar à faca



deus, se existe, só pode ser mulher. acorda os adormecidos da vida só para lhes esfregar no nariz as reentrâncias do que andamos a perder sem lhe tocarmos.
e entretanto nem era nada disto que queria dizer. era qualquer coisa engraçada que aconteceu quando íamos com os livros que lemos numa mão e a nossa agitação de miúdos entre as palmas das mãos juntas e que agora não recordo, mas ele enviou-me uma sms dizendo que já vai a caminho de casa e a casa dele é muito longe da minha e eu fiz-me em saudade.
e se calhar, mais do que a cumplicidade que os outros não entendem, é este um dos sinais do verdadeiro amor. apaga o que sobra à sua volta.

six feet under - still.

"Love isn't something you feel, it's something you do. If the person you're with doesn't want it, do yourself a favor and save it for someone who does." - Nate

mas porque é que estas coisas me vêem parar às mãos logo nos dias em que mais tenho que fazer?!!



ou se todos os dias conseguisse acordar ainda mais cedo e combatesse o frio que só sossega quando o sol do meio-dia se lembra de que não chove há mais de um mês... e as páginas se soltassem aos teus pés, como os fios de dedos extraviados da noite anterior.

ai que o meu disco externo está na antecipação de mais uma spring cleaning



os teras não cabem em si de contentes.

antigonish



'Yesterday, upon the stair, I met a man who wasn’t there
He wasn’t there again today
I wish, I wish he’d go away'

h.m. the little man who wasn't there