sexta-feira, 16 de março de 2012

\m/ aposto que não tenta ter malas louis vuitton. nem se passeia com elas tipo elefante pela multidão abalroando todos por quem passa. yeah.*


My tights are always ripped. I don't think it's possible to be on tour and own a pair of tights that aren't ripped. If I threw them out, I would just be buying a new pair of tights every day.

alice glass from crystal castles

ou, adoro gente pragmática

à la prochaine

‎Ils sont la force qui se lèveras un jour de la boue des quartiers populaires. Une force immense et explosive que rien n’arrêtera plus venue du fond des venelles, elle submergera les places et les avenues. Elle déferlera comme une mer impétueuse ; elle atteindra par-delà le fleuve, les iles endormies dans la splendeur des palais là, elle s’arrêtera ...

Albert Cossery - La maison de la mort certaine

birds of a feather, we are birds of a feather, we are birds of a feather, we are.

preguiça



No início do ano, uma donzela do Oriente diz ao seu amado esposo:
– Não caminhes em direcção ao Leste. Se o fizeres encontrarás a morte.
Mas o amado nada ouviu, pois, nesse momento, pensava numa outra mulher, numa mulher mais jovem, mais bela, mais inteligente.
Seguiu assim o homem em direcção a leste – e não morreu. Pelo contrário, foi recebido em casa pela tal amante mais jovem, mais bela, mais inteligente.
Na manhã seguinte, ao levantar-se, a amante disse-lhe:
– Não caminhes em direcção ao Oeste. Se o fizeres encontrarás a morte.
Mas o homem nada ouviu, pois, nesse momento, pensava na sua esposa legítima que o esperava.
Seguiu assim o homem em direcção a oeste – e não morreu. Pelo contrário, foi recebido em casa, com alegria e calor, pela sua esposa.
Na manhã seguinte, ao levantar-se, ouviu da sua amada esposa, uma donzela do Oriente:
– Não caminhes em direcção ao Leste. Se o fizeres encontrarás a morte.
Mas o amado nada ouviu, pois, nesse momento, pensava numa outra mulher, numa mulher mais jovem, mais bela, mais inteligente.
Seguiu assim o homem em direcção a leste e depois a oeste e depois a leste e assim sucessivamente, dias e dias, meses e meses, anos e anos – e não morreu.
A morte surgiu apenas quando o homem já velho e sem forças ficou incapaz de se mover – quer para leste quer para oeste.

Gonçalo M. Tavares

quarta-feira, 14 de março de 2012

todos os dias



procuro algo que me afronte.
que espelhe a diferença que nos complementa a todos.
que me torne ainda mais essa amálgama e menos o cinzento do banal, do quotidiano, do tributável do campos.
da mouraria, trago sempre o interior desses milhares de gente que se cumprimenta
com cheiro a lisboa pela manhã.
aqui. hoje e enquanto durar-me.

«and you feel like an ocean being warmed by the sun»*



the shins, port of morrow, 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

dizem as previsões que a lua cheia de julho é no dia 3, às 20:51:54 hs



só para te organizares*

ao passar pelo gerês

já alguém lhe explicou que meme são as cabras?

2 anos depois

enter the void chega às nossas salas. é um filme estranho. que vi num dos períodos mais estranhos e belos da minha vida. em que eu própria me encontrava a viver dentro de um filme.
lembro-me como se fosse hoje da sala onde o vi. de comprar o bilhete e voltar mais tarde. na west village. escuro, pequeno, quase tão cláustrofóbico quanto o avião no dia em que regressei.

lembro-me da náusea e do alívio ao vaguear, horas depois, noite cerrada, pelas ruas iluminadas por uma das luas-cheias mais brutais que já vivi.

vejam. mas fica o aviso. segurem-se bem. o vazio pode ser um lugar estranho. mas sem lá entrarmos, como saber de que forma é feito o absoluto?

o vizinho do 1º direito já trocou o tridente pela vassoura


na dúvida.



e de repente ela pergunta-me: «mas o ganesha não devia estar a olhar para a porta?»

e eu sem saber o que responder, encolho os ombros. não digo nada porque sei que é muito melhor ficar calado quando não se sabe a resposta do que arriscar uma tirada ao calhas só para me armar em esperta.

voltei a abrir o livro que tinha fechado com o dedo a marcar a página só para tentar perceber para que lado estava a estatueta. quis ignorá-la.
realmente, estava de costas voltadas para mim. que cena recorrente.
levantei-me devagar, esqueci o livro por marcar e dei-lhe uma volta para lhe ver a tromba. literalmente.
e este efeito placebo de quem acha que contribui para a ordem natural das coisas só com um gesto que não demora mais de meio segundo.

dois minutos depois, tocam à porta. sem me mexer, cerrei os olhos, hesitando entre rir à gargalhada ou correr para a abrir.

nunca mais voltei a duvidar que posso mudar tudo. ir para onde quiser e fazer o que me apetecer. desde que para isso levante o rabo da cadeira as vezes que forem precisas e lance a mão a quem insiste passar a vida de trombas e de costas voltadas ao que se lhe coloca no colo.
em bandeja de prata.
sem desistir de ninguém, mas com o discernimento de que só volta e se abre a porta a quem eu quero.

é só uma metáfora



as vezes que isto acontece. a frustração de ter o tupperware perfeito na mão e não haver meio de encontrar o raio da tampa que se encaixe.
ah!

estou a ficar um pouco confusa



eu não sei como é que alguém troca o sXsW... pelo alive. faz-me pensar. espanta-me. coloca-me uma responsabilidade dos diabos.
e só por isso, calo-me. aceito e sorrio.

oh, céus!



«prefiro ter celulite, e sardas e pronto!»

f.s., após acalorado jantar onde se discutiram, entre temas como o índice psi 20, a influência da seca e da primavera precoce nas hormonas da população em geral e as escolhas recentes de novas namoradas, e de como são feias e um downgrade para quem publica todos os dias a melosice cada vez mais pindérica e pimba.

eu também. sardas e celulite. e a barra de chocolate que me apareceu lá em casa por obra e graça do espírito santo, ajuda muito. :))

eu vi



Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar

Pelo tamanho das ondas

Conto não voltar

Parto rumo à
Primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz

Hoje o mar sou eu

Esperam-me ondas que persistem

Nunca param de bater

Esperam-me homens que resistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida

Sou a sombra do que eu sou

E ao fim não toquei nem nada

Do que em mim tocou

Eu vi,mas não agarrei

Eu vi,mas não agarrei

Parto rumo à maravilha

Rumo à dor que houver p'ra vir

Se eu encontrar uma ilha

Paro p'ra sentir

E dar sentido à viagem

A sentir que eu sou capaz

Se o meu peito diz "Coragem!"

Volto a partir em paz

Eu vi, mas não agarrei...


capitão romance, ornatos violeta

quinta-feira, 8 de março de 2012

vocês aí em baixo não sabem

mas aqui, mesmo sem querermos, temos em casa o porto canal...
calhou-me no zapp uma coisa de stand up que se chama bolhão rouge...

«eu taba ao tefone a ber tubisão e passou o tuférico à minha beira.

e bocê num deu? - num dei mas quaise.»

o dia de hoje




diz-me que já não és a miúda que queria ser arqueóloga e me deitava no colo o sherlock holmes e as gémeas no colégio das quatro torres.
estás crescida, e deste-me alma, trabalho, comida, séries, música, filmes quando sem tv, sem gente, sem casa, sem nada veio a força, sentido, novos olhos, emprestando-me os teus para que não cegasse nunca.
e é lua-cheia. até isso mereces.

feliz aniversário, big sis*
e estima o carteiro. :)
cheira-me que o gajo se vai atrasar.

quarta-feira, 7 de março de 2012



ontem quando saíste, sentei-me no sofá e peguei numa das colheres pequeninas do brigadeiro. escolhi o branco, comi um bocadinho e achei que tinha tido muito mais graça contigo ali :) *