segunda-feira, 19 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
\m/ aposto que não tenta ter malas louis vuitton. nem se passeia com elas tipo elefante pela multidão abalroando todos por quem passa. yeah.*
à la prochaine
Ils sont la force qui se lèveras un jour de la boue des quartiers populaires. Une force immense et explosive que rien n’arrêtera plus venue du fond des venelles, elle submergera les places et les avenues. Elle déferlera comme une mer impétueuse ; elle atteindra par-delà le fleuve, les iles endormies dans la splendeur des palais là, elle s’arrêtera ...
Albert Cossery - La maison de la mort certaine
Albert Cossery - La maison de la mort certaine
preguiça
No início do ano, uma donzela do Oriente diz ao seu amado esposo:
– Não caminhes em direcção ao Leste. Se o fizeres encontrarás a morte.
Mas o amado nada ouviu, pois, nesse momento, pensava numa outra mulher, numa mulher mais jovem, mais bela, mais inteligente.
Seguiu assim o homem em direcção a leste – e não morreu. Pelo contrário, foi recebido em casa pela tal amante mais jovem, mais bela, mais inteligente.
Na manhã seguinte, ao levantar-se, a amante disse-lhe:
– Não caminhes em direcção ao Oeste. Se o fizeres encontrarás a morte.
Mas o homem nada ouviu, pois, nesse momento, pensava na sua esposa legítima que o esperava.
Seguiu assim o homem em direcção a oeste – e não morreu. Pelo contrário, foi recebido em casa, com alegria e calor, pela sua esposa.
Na manhã seguinte, ao levantar-se, ouviu da sua amada esposa, uma donzela do Oriente:
– Não caminhes em direcção ao Leste. Se o fizeres encontrarás a morte.
Mas o amado nada ouviu, pois, nesse momento, pensava numa outra mulher, numa mulher mais jovem, mais bela, mais inteligente.
Seguiu assim o homem em direcção a leste e depois a oeste e depois a leste e assim sucessivamente, dias e dias, meses e meses, anos e anos – e não morreu.
A morte surgiu apenas quando o homem já velho e sem forças ficou incapaz de se mover – quer para leste quer para oeste.
Gonçalo M. Tavares
quarta-feira, 14 de março de 2012
todos os dias
procuro algo que me afronte.
que espelhe a diferença que nos complementa a todos.
que me torne ainda mais essa amálgama e menos o cinzento do banal, do quotidiano, do tributável do campos.
da mouraria, trago sempre o interior desses milhares de gente que se cumprimenta
com cheiro a lisboa pela manhã.
aqui. hoje e enquanto durar-me.
terça-feira, 13 de março de 2012
2 anos depois
enter the void chega às nossas salas. é um filme estranho. que vi num dos períodos mais estranhos e belos da minha vida. em que eu própria me encontrava a viver dentro de um filme.
lembro-me como se fosse hoje da sala onde o vi. de comprar o bilhete e voltar mais tarde. na west village. escuro, pequeno, quase tão cláustrofóbico quanto o avião no dia em que regressei.
lembro-me da náusea e do alívio ao vaguear, horas depois, noite cerrada, pelas ruas iluminadas por uma das luas-cheias mais brutais que já vivi.
vejam. mas fica o aviso. segurem-se bem. o vazio pode ser um lugar estranho. mas sem lá entrarmos, como saber de que forma é feito o absoluto?
lembro-me como se fosse hoje da sala onde o vi. de comprar o bilhete e voltar mais tarde. na west village. escuro, pequeno, quase tão cláustrofóbico quanto o avião no dia em que regressei.
lembro-me da náusea e do alívio ao vaguear, horas depois, noite cerrada, pelas ruas iluminadas por uma das luas-cheias mais brutais que já vivi.
vejam. mas fica o aviso. segurem-se bem. o vazio pode ser um lugar estranho. mas sem lá entrarmos, como saber de que forma é feito o absoluto?
na dúvida.
e de repente ela pergunta-me: «mas o ganesha não devia estar a olhar para a porta?»
e eu sem saber o que responder, encolho os ombros. não digo nada porque sei que é muito melhor ficar calado quando não se sabe a resposta do que arriscar uma tirada ao calhas só para me armar em esperta.
voltei a abrir o livro que tinha fechado com o dedo a marcar a página só para tentar perceber para que lado estava a estatueta. quis ignorá-la.
realmente, estava de costas voltadas para mim. que cena recorrente.
levantei-me devagar, esqueci o livro por marcar e dei-lhe uma volta para lhe ver a tromba. literalmente.
e este efeito placebo de quem acha que contribui para a ordem natural das coisas só com um gesto que não demora mais de meio segundo.
dois minutos depois, tocam à porta. sem me mexer, cerrei os olhos, hesitando entre rir à gargalhada ou correr para a abrir.
nunca mais voltei a duvidar que posso mudar tudo. ir para onde quiser e fazer o que me apetecer. desde que para isso levante o rabo da cadeira as vezes que forem precisas e lance a mão a quem insiste passar a vida de trombas e de costas voltadas ao que se lhe coloca no colo.
em bandeja de prata.
sem desistir de ninguém, mas com o discernimento de que só volta e se abre a porta a quem eu quero.
é só uma metáfora
as vezes que isto acontece. a frustração de ter o tupperware perfeito na mão e não haver meio de encontrar o raio da tampa que se encaixe.
ah!
estou a ficar um pouco confusa
eu não sei como é que alguém troca o sXsW... pelo alive. faz-me pensar. espanta-me. coloca-me uma responsabilidade dos diabos.
e só por isso, calo-me. aceito e sorrio.
e só por isso, calo-me. aceito e sorrio.
oh, céus!
«prefiro ter celulite, e sardas e pronto!»
f.s., após acalorado jantar onde se discutiram, entre temas como o índice psi 20, a influência da seca e da primavera precoce nas hormonas da população em geral e as escolhas recentes de novas namoradas, e de como são feias e um downgrade para quem publica todos os dias a melosice cada vez mais pindérica e pimba.
eu também. sardas e celulite. e a barra de chocolate que me apareceu lá em casa por obra e graça do espírito santo, ajuda muito. :))
f.s., após acalorado jantar onde se discutiram, entre temas como o índice psi 20, a influência da seca e da primavera precoce nas hormonas da população em geral e as escolhas recentes de novas namoradas, e de como são feias e um downgrade para quem publica todos os dias a melosice cada vez mais pindérica e pimba.
eu também. sardas e celulite. e a barra de chocolate que me apareceu lá em casa por obra e graça do espírito santo, ajuda muito. :))
eu vi
Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar
Parto rumo à
Primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu
Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que resistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei nem nada
Do que em mim tocou
Eu vi,mas não agarrei
Eu vi,mas não agarrei
Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver p'ra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro p'ra sentir
E dar sentido à viagem
A sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz "Coragem!"
Volto a partir em paz
Eu vi, mas não agarrei...
capitão romance, ornatos violeta
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
vocês aí em baixo não sabem
mas aqui, mesmo sem querermos, temos em casa o porto canal...
calhou-me no zapp uma coisa de stand up que se chama bolhão rouge...
«eu taba ao tefone a ber tubisão e passou o tuférico à minha beira.
e bocê num deu? - num dei mas quaise.»
calhou-me no zapp uma coisa de stand up que se chama bolhão rouge...
«eu taba ao tefone a ber tubisão e passou o tuférico à minha beira.
e bocê num deu? - num dei mas quaise.»
o dia de hoje
diz-me que já não és a miúda que queria ser arqueóloga e me deitava no colo o sherlock holmes e as gémeas no colégio das quatro torres.
estás crescida, e deste-me alma, trabalho, comida, séries, música, filmes quando sem tv, sem gente, sem casa, sem nada veio a força, sentido, novos olhos, emprestando-me os teus para que não cegasse nunca.
e é lua-cheia. até isso mereces.
feliz aniversário, big sis*
e estima o carteiro. :)
cheira-me que o gajo se vai atrasar.
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