quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
you are my beat / i miss you
Vou
atravessar
O
rio
Coberto
de holofotes,
Que
transformam o verde claro
Numa
fosforescência
De
água assustada.
Se
não me matarem
Nem
me apanharem vivo,
Mantém-te
alerta
Mantém
alerta
O
desejo mais antigo
e
o mais novo.
Vou
passar
Do
lado de fora
Da
parede
Perfurada
Pelas
balas:
Passa-me
um lenço
De
seda
Com
o teu perfume.
Marca-o
com o segredo
Dos
teus lábios.
in Marthiya de Abdel Hamid Segundo Alberto Pimenta, 2005
domingo, 19 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
they shall not pass.
de cada vez que me lembro da nossa identidade, de conseguirmos ser quem somos e dizer o que pensamos sem alguém que se nos atire ao pescoço, lembro-me de que fragilidade ainda rima com liberdade.
hyperballad
We live on a mountain
Right at the top
There's a beautiful view
From the top of the mountain
Every morning I walk towards the edge
And throw little things off
Like:
Car-parts, bottles and cutlery
Or whatever I find lying around
It's become a habit
A way
To start the day
I go through all this
Before you wake up
So I can feel happier
To be safe up here with you
Björk
Right at the top
There's a beautiful view
From the top of the mountain
Every morning I walk towards the edge
And throw little things off
Like:
Car-parts, bottles and cutlery
Or whatever I find lying around
It's become a habit
A way
To start the day
I go through all this
Before you wake up
So I can feel happier
To be safe up here with you
Björk
beware. pussy is rioting.
dear folks
here comes a statement in defense of pussy riot :
as a musician and a mother i would like to express i fiercely dont agree with them being put to jail because of their peaceful protest performance . they are currently standing trial and facing seven years in prison for this .
in my opinion the russian authorities should let them go home to their families and children
i would like to invite pussy riot to join me in a particular song on stage : which was written for all enhancement of justice ( you can guess : once , which one )
warmth , björk
fuck, yeah! \m/
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
parti o japamálá. parti o japamálá. parti o japamálá. parti o japamálá. parti o japamálá.
porra pá
parti o japamálá
ou será que foi ele que se partiu?
parti o japamálá
ou será que foi ele que se partiu?
coura(aça)
deve ser das botas de combate na lama :)
traz ao de cimo o rambo que há em mim.
ou será a g.i. jane? a noiva, de sabre na mão?
uma dessas, vá.
claro que ontem já era de dia e as vagas não estavam tão altas.
não era de noite, via onde punha os pés
mas ainda havia poças de água salgada do dia anterior e aposto que o riso se ouvia por entre muros e rochas.
preferi mil vezes a noite.
voltava lá outra vez de olhos fechados.
subia o muro com as tuas mãos de novo mas agora, já consigo passar atrás do farol a correr.
quero lá saber das ondas sobre o muro e a penumbra por onde andamos.
quero lá saber se o faroleiro nos vai abrir a porta.
as mãos pelo cabelo colam da maresia e até hoje não percebo ainda como me conseguiste levar até ali de mansinho, sem eu dar por nada nem protestar.
contingências da vida. é que aquela luz está habituada à persistência do mar.
é o rasto de quem sabe e quer ficar.
a chéu foi à vila.
por lá toma-se banho quente, diz ela :)
comprou galochas dois números acima porque naquele pezinho, em coura não há quem caiba.
chegou-me de cabelo a escorrer ainda.
brilhos nos olhos, galochas em pontas. nunca visto.
diz que são oito. cinco tendas. à vez, chamam-se para jantar. deixam o palco e rumam ao campismo para a refeição como as famílias ao domingo.
por ali dançámos kitty coiso até não poder mais.
some beautiful shit rises again!!
nós, às 6 e picos já estávamos surdos pela voz soulista do palco secundário, que de pequeno não tem nada. é de gente grande, enorme hoje.
acotovelámos o ruivo dos koc para ver midlake e por ali dançámos mais, até a fome nos levar vale acima.
e de tanto furarmos, lá te consegui mostrar watson. o grande mistério caía diante dos nossos olhos mais uma vez: como conseguir no meio de milhares ouvir apenas uma alminha que canta.
algures à espera de dEUS, um grupo enorme e esganiçado ao nosso lado faz contagem decrescente e berra ao chegar a zero - «feliz ano novo!!»
canta aquela!!!
a lia lá anda, a escrever de um palco para o outro.
irra, que se pudéssemos fazer reset ao ano, aos meses, aos dias, à vida, que fosse por ali entre montes e vales e vacas e rios de águas cheias de gente que ri à gargalhada e toca guitarra para quem passa ouvir.
ouve-se poesia porno e desconexa na relva. há um barbeiro a cortar cabelos e a deixá-los voar até ao tabuão. é o woodstock de muita gente. é o glastonbury dos que trazem o kit impermeável.
amar coura todos os anos é amar o que somos de simples.
somos pele, carne, osso, respiramos e a chuva.... essa sempre passa.
mas regressa. como nós *
comprou galochas dois números acima porque naquele pezinho, em coura não há quem caiba.
chegou-me de cabelo a escorrer ainda.
brilhos nos olhos, galochas em pontas. nunca visto.
diz que são oito. cinco tendas. à vez, chamam-se para jantar. deixam o palco e rumam ao campismo para a refeição como as famílias ao domingo.
por ali dançámos kitty coiso até não poder mais.
some beautiful shit rises again!!
nós, às 6 e picos já estávamos surdos pela voz soulista do palco secundário, que de pequeno não tem nada. é de gente grande, enorme hoje.
acotovelámos o ruivo dos koc para ver midlake e por ali dançámos mais, até a fome nos levar vale acima.
e de tanto furarmos, lá te consegui mostrar watson. o grande mistério caía diante dos nossos olhos mais uma vez: como conseguir no meio de milhares ouvir apenas uma alminha que canta.
algures à espera de dEUS, um grupo enorme e esganiçado ao nosso lado faz contagem decrescente e berra ao chegar a zero - «feliz ano novo!!»
canta aquela!!!
a lia lá anda, a escrever de um palco para o outro.
irra, que se pudéssemos fazer reset ao ano, aos meses, aos dias, à vida, que fosse por ali entre montes e vales e vacas e rios de águas cheias de gente que ri à gargalhada e toca guitarra para quem passa ouvir.
ouve-se poesia porno e desconexa na relva. há um barbeiro a cortar cabelos e a deixá-los voar até ao tabuão. é o woodstock de muita gente. é o glastonbury dos que trazem o kit impermeável.
amar coura todos os anos é amar o que somos de simples.
somos pele, carne, osso, respiramos e a chuva.... essa sempre passa.
mas regressa. como nós *
tu nem sequer sabias da existência de dEUS
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aqui respira-se
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
galochas @ paredes de coura \o/
o desafio de contornar poças equivale cada vez mais à vontade de nos atirarmos ao taboão de olhos fechados e mãos atrás das costas até os pulmões precisarem de vir à tona outra vez.
:)))
:)))
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o nosso portugalito,
porto
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
magnolia.
três vezes. sai-te da boca três vezes seguidas.
à terceira, começo a acreditar.
na magnolia também.
nunca vi uma cidade que as tivesse tantas. estendo a mão e lá estão elas. brancas. enormes*****
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sem nada.
há muito tempo já que não nos acontecia um fim-de-semana inteiro a olhar para o mar.
só ali no não fazer nada, rodeados de gente que nos fala e nos olha com o verdadeiro sentido de olhar.
sem computadores, sem folhas excel, sem telefones, sem jornais, sem paredes ou janelas.
e só ontem à noite ao sentar no sofá, deixados os amigos no comboio para lisboa e nós aqui, sentimos verdadeiramente o nosso lugar.
assim diante do mar. :))
hoje, repetimos? ;) amanhã? ficamos lá?
só ali no não fazer nada, rodeados de gente que nos fala e nos olha com o verdadeiro sentido de olhar.
sem computadores, sem folhas excel, sem telefones, sem jornais, sem paredes ou janelas.
e só ontem à noite ao sentar no sofá, deixados os amigos no comboio para lisboa e nós aqui, sentimos verdadeiramente o nosso lugar.
assim diante do mar. :))
hoje, repetimos? ;) amanhã? ficamos lá?
a minha sorte digo-te eu qual foi.
tínhamos o prato no colo e acredita que se o segundo arrepio vinha com a intensidade do primeiro, era o bom e o bonito para não desatar a chorar ali mesmo à tua frente, comida espalhada, as tuas gargalhadas e o espinafre que te soube tão bem, sem gracinha nenhuma a decorar o tapete da sala!
dasse!!
nos dias em que deixámos o telemóvel em casa
ocorre-nos desatar a ligar às pessoas a avisar disso mesmo.
mas como?
parto rumo à primavera
foto: genoveva abreu
que em meu fundo se escondeu
esqueço tudo do que eu sou capaz
hoje o mar sou eu.
manel cruz
e quando ulisses por fim chegou
atena adiou o nascer do sol, até penélope deslizar os dedos pelas suas costas,
prolongando a noite do seu reencontro
até uma qualquer eternidade.
prolongando a noite do seu reencontro
até uma qualquer eternidade.
sábado, 11 de agosto de 2012
e doer a barriga de tanto rir!
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